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Campanha em horário de serviço, a CBF continua uma bagunça.

24 out

Por Paulinho, Blog do Paulinho.

Para amenizar o constrangimento do apoio dado por Andres Sanches, e outros dirigentes de clubes, à campanha do PT, o delegado Mario Gobbi diz que nada tem a ver com isso, e que o Corinthians não tem candidato.

A grande verdade é que o ex-presidente alvinegro continua utilizando-se do clube como se fosse seu quintal, e, no primeiro turno, por exemplo, posou como representante alvinegro na campanha de diversos candidatos a vereadores.

Pior ainda faz com a CBF, sabe-se lá se com anuência ou não de José Maria Marin, que lhe paga R$ 70 mil mensais para executar um trabalho que nada tem a ver com “cabo eleitoral”.

Estranho também é o silêncio do grupo “Corinthianos Obsessivos”, sustentação do atual presidente Gobbi, que sempre atacou líderes do passado no clube, como Vicente Matheus e Wadih Helu, por levarem, vez por outra, chefes de Estado a visitarem o Parque São Jorge.

Sem dúvida, somados todos os presidentes alvinegros, ninguém fez mais uso político do Corinthians do que Andres Sanches.

Eleições no COB: “Eu vejo um museu de grandes novidades”.

6 out

Por José Cruz

Quem, afinal, é o dono dessa festa, o Ministério do Esporte ou o Comitê Olímpico?

Reconduzido à presidência do Comitê Olímpico até 2016, Carlos Arthur Nuzman apresentou as principais metas:

Colocar o Brasil entre os dez primeiros países pelo total de medalhas no Rio 2016; 

Em parceria com as Confederações e o Ministério do Esporte, executar o Programa Estratégico Olímpico 2016 elaborado pelo COB, que é um conjunto de projetos criteriosos e detalhados para cada modalidade;

Ampliar o número de atletas capazes de conquistar medalhas;

Aumentar o número de medalhas nas modalidades em que já temos tradição de conquistas olímpicas;

Conquistar medalhas em novas modalidades;

Intensificar a utilização das Ciências do Esporte na preparação dos atletas;

Consolidar um novo patamar do esporte de alto rendimento no país a partir de 2016.

Confronto?

Há duas semanas, em Brasília, o Ministério do Esporte também apresentou seu plano “Medalhas 2016”. E destinará recursos públicos de várias fontes diretamente às confederações, que são filiadas ao COB.

Na falta de um trabalho integrado há um evidente conflito entre o Ministério do Esporte e o Comitê Olímpico. Ambos desmentem, porque não é oportuno expor divergências publicamente. Mas elas existem.

O governo, como escreveu o companheiro Perrone  em seu blog, vai pressionar o COB por “transparência”.

Mas, como diria o poeta Vinícius, “o buraco é mais embaixo”.

Ou mais em cima, como queiram.

O buraco começa aqui mesmo, em Brasília, na Esplanada dos Ministérios.

Começa pela falta de uma política “integrada” de esporte, e não isolada, como ocorre, evidenciando inoportuno confronto entre duas forças do esporte  instituições pública e a privada;

Começa também pela falta de planejamento de longo prazo.

O PCdoB está há nove anos no Ministério do Esporte; realizou três Conferências nacionais e, agora, lança um plano emergêncial para 2016… Desperdiçamos uma década;

Começa pela falta de pessoal habilitado no Ministério do Esporte. Durante muitos anos os ex-ministros que por ali passaram – Agnelo Queiros e Orlando Silva “passaram”, é a expressão certa – fizeram de seus gabinetes cabides de emprego e negócios suspeitos, enquanto o órgão exigia estrutura profissional e de credibilidade em nível de país olímpico.

Dinheiro farto

O COB recebe regularmente recursos da Lei Piva!Foram R$ 416 milhões entre 2009 e junho de 2012.

Mas o Ministério do Esporte, a Lei de Incentivo e sete estatais – Banco do Brasil, Caixa, Petrobras, Infraero, Correios etc… destinaram R$ 979 milhões ao esporte de rendimento. Isso sem falar na Bolsa Atleta.

Logo, o cofre mais forte está em Brasília. Mas onde está o projeto central que gerencia essa bilionária bufunfa?

Quem, afinal, é o dono dessa festa, o Ministério do Esporte ou o Comitê Olímpico?

E que controle teve o Ministério do Esporte sobre o dinheiro que liberou? Que fiscalização realizou? Quando desses recursos foram destinados à base, à iniciação? Que resultados obteve?

Enfim, o problema não é mais “falta de apoio” – dinheiro, grana; nem de instituições nem de legislação. Temos tudo, cartolas em perpétuo comando, inclusive.

Só mesmo lembrando o poeta Cazuza, em “O tempo não para”:

“Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para”

A mão que lava a outra.

30 set

É lamentável, mas é verdade.

Lula manteve Andrés Sanchez na CBF, porque José Maria Marin não teve peito para contrariá-lo e, agora, o grosseiro cartola da CBF paga a conta entrando na campanha da prefeitura paulistana.

Dirá que o faz como cidadão, um direito indiscutível, mas, na verdade, usará o Corinthians com fins partidários, o que é um absurdo.

Não há dinheiro para finalizar o “Fielzão”.

15 set
Por Paulinho, BLOG DO PAULINHO.
 

Conforme o BLOG DO PAULINHO publicou, recentemente, que a situação financeira do “Fielzão”, com a não liberação pelo BNDES da verba prevista para a finalização da obra, por falta de garantias financeiras do clube, era realmente muito crítica.

Pondo em risco até a realização da abertura do Mundial 2014.

Hoje, na coluna de Lauro Jardim, na Veja, fala-se novamente sobre o assunto, demonstrando ainda que o ex-presidente Lula, preocupado (não com o dinheiro público, óbvio), tenta resolver o problema.

Confira melhor, no link abaixo.

http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/futebol/impasse-no-itaquerao-lula-articula-reuniao-para-que-nao-falte-din-heiro-para-as-obras-do-estadio-do-corinthians/

Veja na integra o texto de Lauro Jardim, na Revista Veja.

Impasse no Itaquerão: Lula articula reunião para que não falte dinheiro para as obras do estádio do Corinthians.

Cadê o dinheiro? Itaquerão: previsto para abrir a Copa, o estádio ainda não resolveu seus problemas de financiamento

Lula está articulando uma reunião de gente grande para cuidar dos pepinos seu Corinthians. Planeja chamar para o encontro Emilio Odebrecht e os presidentes do Banco do Brasil, Aldemir Bendine; do BNDES, Luciano Coutinho; e do Corinthians, Mário Gobbi Filho.

Na mesa, as garantias financeiras para a construção do Itaquerão, que ainda não saíram. A Odebrecht ameaça paralisar as obras no final do mês se o abacaxi não for descascado – simplesmente porque os 250 milhões de reais que pegou emprestado para iniciar as obras terminam no dia 30.

Corinthians: tem “truque” na contratação de Anderson Polga.

11 set

Por Paulinho, BLOG DO PAULINHO.

Assim que o Corinthians oficializou a contratação do zagueiro Anderson Polga, 33 anos, que mesmo jovem nunca passou de jogador nível médio para baixo, desconfiamos do procedimento.

O atleta tem futebol semelhante ao de Paulo André, ambos lentos, embora o atual titular da zaga alvinegra, tecnicamente, seja melhor.

O negócio, em si, foi absolutamente duvidoso.

Consta, segundo registros da Confederação Portuguesa, que Polga foi dispensado pelo Sporting, em 24 de julho, após encerramento de contrato, sem que nenhum valor tenha sido dispendido.

No mesmo dia, o jogador foi inscrito no São José/RS, sem que o clube tenha colocado também a mão no bolso.

Tratava-se de uma estratégia do “esperto” empresário Gilmar Veloz, que já conversava com os sempre abertos a negócios dirigentes corinthianos.

Eis que no dia 5 de setembro, o Timão oficializa a contratação, arcando com R$ 2 milhões pelos direitos do atleta, pagos ao São José/RS, local que Polga sequer deve conhecer.

Evidentemente o destino da grana, pelo histórico das transações alvinegras nos últimos anos, não é difícil de ser imaginado.

Ou seja, o Corinthians contratou um jogador que foi dispensado, aos 33 anos, por deficiência técnica e pagou uma fortuna numa transação que nada deveria ter custado.

É ou não uma mina de Ouro ser dirigente de futebol no Parque São Jorge ?