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Filho de Pedro Rocha agradece ao São Paulo mas pede homenagem em vida.

20 nov

http://trivela.uol.com.br.

Pedro Virgilio Rocha Franchetti comemora 70 anos no dia 3 de dezembro. Não haverá festas. Não há motivo. A mulher, os três filhos e os netos estarão ao seu lado, na cama, de onde não sai mais. O Verdugo, um dos jogadores que mais bem resumiu a mistura de força e técnica, já não anda, já não fala e enxerga mal.

A família, de forma polida mas firme, desencoraja visitas. Não queremos chocar ninguém que conheceu o meu pai como um grande campeão. O choque é grande, a gente reconhece”´, diz Gonçalo, 38 anos, um dos filhos.

Um dos maiores jogadores da história do São Paulo (113 gols em 375 jogos) e do Peñarol (81 gols em 159 jogos) Pedro teve artofia do mesaencéfalo, doença irreversível e que não admite sonhos. “Nem com um transplante a gente pode contar porque não há muitos estudos de células troncos nesses casos”, lamenta Gonçalo.

A comunicação é feita com sinais. O dedo polegar direito foi levantado em sinal de aprovação quando soube que Ganso havia sido contratado. “Agora, a gente nem fala muita coisa mais. O São Paulo é o time dele e ele se emociona muito. Meu pai está consciente de tudo, e isso é pior É um sofrimento muito grande”.

Há três anos, quando visitei Pedro Rocha para lhe levar o livro “Tricolor Celeste”, ele ficava em uma cadeira e tinha uma certa dificuldade para andar. Via futebol o dia inteiro e se disse fã de Ganso e de Gerrard. Disse que jogava parecido com o inglês.

Conversei com pessoas que o viram jogar e todos disseram que foi uma acesso de modéstia. Pedro foi melhor, bem melhor que Gerrard. No meu livro “Tricolor Celeste”, Pablo Forlán, pai de Diego Forlán, assim definiu Rocha.

“É o maior jogador uruguaio dos últimos 50 anos. Vou dizer como ele jogava”

1 – Caminhava com a bola, pelo meio, e lançava o centroavante, continuando a correr. Quando recebia a bola, tinha facilidade em marcar

2 – Tocava para um dos pontas e corria para a área. A defesa se preocupava com o centroavante e era ele quem cabeceava

3 – Quando não havia a possibilidade do passe, ele segurava a bola, chegava perto e chutava muito forte, de 30 metros de distancia. De esquerda ou de direita, como no final da Copa América de 67, quando fomos campeões.

4 – Se o ponta esquerda sofria uma falta, Rocha cobrava com o pé direito no canto esquerdo do goleiro.

Com esse repertório, jogou quatro copas do mundo pelo uruguai, de 1962 a 1974. Em seu grande momento, 1970, contundiu-se no primeiro jogo e ficou de fora. O Uruguai foi quarto.

Gonçalo elogia a ajuda do São Paulo, mas pede um pouco mais. Mais amor. “O São Paulo poderia fazer um jogo de despedida para meu pai. Reunir velhos amigos, fazer uma festa para ele ser lembrado uma vez mais. É bom ser lembrado em vida e não depois”

Um jogo beneficente? “Pode ser, o dinheiro seria muito bem aplicado, mas o bom seria mesmo pela emoção de se dizer obrigado a um craque como meu pai foi”.

Pedro Rocha vive com uma aposentadoria de R$ 1800 mensais. A família gasta o dobro disso com remédios. “Os remédios são caros, as fraldas geriátricas também. Uma vez por semna uma enfermeira vem trocar a sonda e isso custa R$ 200″, lamenta Gonçalo.

A ajuda do São Paulo é grande, segundo ele. “Não temos o que reclamar. O clube paga a cuidadora, paga a fono e a fisioterapia, ele faz uma hora por dia de cada um. A gente passaria mais dificuldades sem o São Paulo, mas eu repito, se o clube fizesse um jogo beneficente para ele, seira uma alegria para o velho”

No dia 15 de dezembro, a Reebok acertará com a família de Rocha o que é devido pela primeira leva de camisas tricolores e celestes que homenagearam os quatro grandes uruguaios – Rocha, Forlán, Lugano e Dario Pereyra – e a família está ansiosa. “Soubemos que as vendas foram muito boas. Eles vão nos pagar 10%, podemos arrecadar um dinheiro necessário para cuidar bem do pai”, diz o filho Gonçalo.

Quando um craque chega ao ocaso em dificuldades, é lugar-comum acusações de que a decadência financeira veio a reboque de lindas mulheres e velozes cavalos. E carros. Quando pergunto a Gonçalo, ele sorri, com tristeza e diz que com o Verdugo nada disso aconteceu.

“Pergunte a Muricy, que conviveu com ele. Sempre fez questão de dizer que meu pai sempre foi um grande homem. O que aconteceu foi que Pedro Rocha foi o primeiro a abir um bingo no Brasil, em 1994. Teve investidores espanhois com ele. Só que os caras fugiram e o bingo faliu, ou o contrário nem sei mais. Papai tinha muitos imóveis e teve de vender vários deles para pagar as ações trabalhistas que sobraram para ele. Honrou tudo. E ficou sem quase nada”

No “Tricolor Celeste”, Muricy deu seu depoimento sobre Pedro Rocha:

“Ele era muito educado, um cara diferente no futebol. Caladão, não era de muita brincadeira e gostava muito de jogar sinuca. Era invencível, tinha uma precisão para defender e atacar, até parecia que estava jogando futebol. Para ficar perto dele, comecei a jogar sinuca também. Melhorei muito mas nunca consegui vencer Pedro Rocha. Mas estava ali, perto dele. Era a prova de que estava vencendo na vida. O cara era um gênio da bola”

Muricy nunca venceu Rocha. Os zagueiros o temiam. Gerson, o grande craque brasilieor que o ofuscou no primeiro ano juntos, em 1971, nem teve sua saída lamentada depois que Rocha começou a brilhar sozinho.

Ninguém venceu Pedro Rocha.

A artrofia do mesaencéfalo, sim. Apesar da resistência do velho craque, a derrota é certa.

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Show de torcida.

18 nov

De forma antecipada, são-paulinos compram mais de 55 mil ingressos para estreia de Ganso e quebram recorde de público do Brasileiro.

A torcida do São Paulo promete dar um verdadeiro show neste domingo, no duelo contra o Náutico, que marcará a estreia de Paulo Henrique Ganso pelo Tricolor e pode selar de forma antecipada a classificação do clube para a Copa Libertadores da América.

Até o final da manhã deste sábado mais de 55 mil ingressos foram vendidos, estabelecendo assim o novo recorde de público da competição, que já pertencia ao São Paulo no duelo contra o Fluminense, que contou com 54.118 pagantes.

O diretor de futebol Adalberto Baptista celebrou o retorno dado pelo torcedor são-paulino, convocado para lotar o Morumbi e empurrar o time neste momento tão importante.

“Agradeço de coração ao torcedor que atendeu nosso chamado para comparecer em massa. Tenho certeza de que os são-paulinos vão fazer uma grande festa, prestigiando o Ganso e acima de tudo ajudando o time a buscar a tão almejada vaga na Libertadores”, explica Baptista, que faz questão de ressaltar o trabalho do vice-presidente social, Roberto Natel.

“Com certeza não podemos deixar de agradecer ao Roberto Natel, que trabalhou incessantemente para colocar o Morumbi em condições de receber a partida, tendo conseguido inclusive autorização da Polícia Militar para deslocar a torcida do Náutico para uma área menos utilizada do estádio conseguindo assim mais quatro mil lugares para os são-paulinos nas arquibancadas”, destaca Adalberto.

Existem apenas dois setores disponíveis para a partida contra os pernambucanos: Visa Infinite e cativa para os proprietários. A expectativa do clube é que mais de 60 mil pessoas estejam presentes neste domingo no Morumbi.

Craque em obras: São Paulo prepara o corpo, a cabeça e a imagem de Ganso para devolvê-lo ao futebol.

17 nov

Por Fábio Soares, da PLACAR

Paulo Henrique Ganso despontou como um remanescente de uma espécie em extinção no futebol brasileiro. O camisa 10 clássico, de postura elegante. Discutia-se quem era o melhor, ele ou Neymar. E o comparavam a craques como Sócrates, Pita e Giovanni.

Mas, a partir de junho de 2010, seguidas lesões e conflitos com o Santos minaram corpo, cabeça e a imagem da revelação santista. De preferência popular preterida por Dunga em 2010 e nome certo para a Copa de 2014, virou reserva na Olimpíada e acabou esquecido nas listas de Mano Menezes. Deixou a Vila Belmiro sob uma chuva de moedas.

Em entrevista exclusiva à PLACAR, ele revelou ter defendido o ex-time na Libertadores sob efeito de infiltração, a fim de anestesiar fortes dores no joelho direito. Diz não ter chegado 100% a Londres por causa da volta meteórica a campo após artroscopia, embora assuma a responsabilidade. O meia, no entanto, afirma não ter deixado o Santos por dinheiro, mas sim pelo tratamento recebido. “Poderia ter acabado de outra forma. Mas é passado.”

O meia agora mira outro horizonte. Foi apresentado ao São Paulo como um novo messias, o homem que vai salvar o futebol do time. Antes de estrear, no entanto, passa por um processo de reconstrução no tricolor paulista — é preciso cuidar do corpo, mas também da cabeça e da imagem, chamuscada por uma cansativa e interminável negociação. Praticamente em regime de internação no centro fisioterápico, clube e jogador trabalham para recuperá-lo. E, quem sabe, colocar novamente em discussão quem é o melhor do Brasil.

O CORPO

Nos últimos 27 meses, Ganso ficou mais de um ano parado. Fixar data para o retorno aos gramados é assunto proibido no Morumbi (a volta do meia está progaramada para este domingo)

A entorse contra o Grêmio: lesão frequente no futebol

Desde que passou por sua primeira cirurgia como jogador profissional, em 17 de junho de 2010, Paulo Henrique Chagas de Lima, o Ganso, não jogou futebol por mais de seis meses seguidos. Nos últimos 27 meses de Santos, três operações e três lesões musculares graves deixaram o craque mais de um ano parado.

Sua presença no departamento médico começou a virar rotina na passagem de 45 dias por causa de uma artroscopia no joelho direito, pouco antes da Copa da África do Sul. Já na segunda estada foram sete meses. Tempo exigido pela reconstrução do ligamento cruzado anterior e reparação do menisco lateral do joelho esquerdo. A lesão, causada por entorse e jogo contra o Grêmio pelo Brasileiro, embora grave, é uma das mais frequentes no futebol. Incomum era se tratar da terceira cirurgia de joelho, a segunda ligamentar, em um profissional de 20 anos. Em 2007, na base, aos 17 anos, o meia sofrera contusão parecida, no outro joelho.

“Esse tipo de lesão ligamentar está cada vez mais precoce. Tratei paciente de 12 anos”, diz o médico do Santos, Rodrigo Zogaib. Uma hipótese para explicar a incidência em Ganso, segundo ele, é o biótipo do jogador. Altos (ele mede 1,84 metro) e magros tendem a ter menos musculatura em torno dos joelhos e, consequentemente, déficit de equilíbrio. “Nada que, tratado, atrapalhe.” Para Marco Aurélio Cunha, médico ortopedista e pré-candidato à presidência do São Paulo, e José Ricardo Pécora, responsável por três das quatro cirurgias em Ganso, não há regra capaz de determinar tal propensão. “Se fizer uma ressonância [magnética] em qualquer atleta de alto nível, algum desgaste aparecerá. O Ganso está clinicamente recuperado”, diz Pécora.

A polêmica acerca da saúde do atleta ganhou repercussão após reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo em 25 de setembro em que o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, teria dito que o atleta tem uma “doença incurável’’. À PLACAR, o dirigente negou. “Não teria me empenhado tanto em segurá-lo se acreditasse nisso.”

Outra questão médica delicada envolvendo o astro foi o período de recuperação de sua segunda artroscopia, realizada no último dia 25 de maio, no joelho direito. Ganso voltou a jogar em 18 dias. Superou a previsão otimista do próprio estafe médico santista, de voltar em 20 de junho. “Nessa última artroscopia fizemos apenas uma limpeza de resíduos da cirurgia anterior”, disse José Pécora. “O procedimento não levou 10 minutos. No outro dia, ele estava andando. Não teria sido liberado sem estar totalmente recuperado”, afirma.

O São Paulo evita correr riscos. Em meio às negociações com o Santos, Ganso sofreu uma lesão na coxa direita, no músculo do “arranque’’. Antes de chegar ao Morumbi, passou pelo consultório do chefe do Instituto do Joelho do Hcor, Rene Abdalla. O clube não pediu ao Santos os exames referentes às cirurgias anteriores. “Interessa como o atleta está agora”, diz o médico do Tricolor, José Sanchez. “Solicitamos só um resultado cardiológico, pois estava impossibilitado de fazer o teste na esteira.”

Ganso vive desde o fim de setembro em regime de internação no Núcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica (Reffis) do São Paulo. Dedica 8 horas diárias à fisioterapia, em dois turnos. Cicatrizada a lesão, iniciou o trabalho de fortalecimento muscular da coxa, em fase de conclusão. A última etapa antes de treinar em campo será um teste isocinético, que mede a força e o equilíbrio muscular. Enquanto isso, é expressamente proibido falar em data de retorno. “Não podemos forçar a volta. Não há pressa”, diz Sanchez.

A CABEÇA

O atleta abatido da seleção sumiu. No lugar dele, um homem que promete voltar melhor que em 2010.

Apatia o afastou da seleção de Mano

Ganso perdeu espaço na seleção brasileira. Oficialmente, ficou fora do amistoso contra a Suécia, em 15 de agosto, por razões técnicas. Segundo integrante da comissão técnica de Mano Menezes, no entanto, sua apatia nos treinos durante a Olimpíada de Londres é que o alijou da lista de convocados. Não teria demonstrado interesse em retomar a posição no meio, ocupada por Oscar. A lesão na coxa esquerda que o tirou da partida contra a Nova Zelândia fora leve.

A causa da apatia, afirmam pessoas próximas, era emocional. Vinha do prolongado litígio com o Santos. Para um de seus assessores, o boato que teria sido lançado por um de seus desafetos na Vila sobre seu corte da seleção devido à lesão na coxa foi a gota d’água. Ao fim da Olimpíada, mais decidido a mudar de ares, entrou no turbilhão das negociações entre Santos, DIS, Grêmio e São Paulo. “As discussões com o Santos foram muito desgastantes. Se foi para mim, imagina para ele”, contou o diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Batista.

Sua vontade de deixar o Santos era antiga. Em maio de 2011, em reunião convocada para discutir novo contrato, manifestou pela primeira vez, diante dos pais, do irmão e de dois representantes da DIS, sua intenção de sair. “A mãe foi às lágrimas. Pedi então que ele pensasse um pouco. Veio a final da Libertadores, o Santos ganhou, e resolveu ficar”, diz o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro. Após descrever a cena, o dirigente salientou que o atleta sofria demasiada influência de seus procuradores e, por isso, mudava constantemente de ideia.

Roberto Moreno, advogado da DIS, confirma ter aconselhado o atleta a trocar de casa. “No São Paulo ele é tratado como estrela. Fazia tempo que não o via sorrindo como agora.” Terminada a novela , dirigentes e médicos do São Paulo relatam estar impressionados com a motivação da nova estrela. “Vou voltar melhor que em 2010.” A frase virou mantra nas estafantes sessões de fisioterapia.

BLINDADO PARA JOGAR BEM

Direção e comissão técnica do São Paulo decidiram blindar o jogador para evitar polêmicas durante sua recuperação. Resolveram emitir boletins médicos no site do clube apenas às sextas-feiras, limitar o número de entrevistas e restringir aos profissionais do departamento médico o acesso à sala de fisioterapia.

O craque chegou a cancelar compromissos comerciais. Foi orientado a marcá-los aos domingos. “A melhor estratégia para recuperar sua imagem é fazê-lo voltar a jogar bem. E isso depende de uma recuperação física tranquila”, afirma o vice-presidente de marketing são-paulino, Júlio Casares.

SEJA FEITA A VONTADE

No dia 31 de agosto, dois dias depois de Ganso ter sido alvo de moedas na Vila Belmiro, a diretoria do Santos fez a derradeira tentativa de mantê-lo no time. Ofereceu uma bonificação de 270000 reais por seis meses. Em sua sala na Vila Belmiro, o presidente do clube, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, apresentou à reportagem da PLACAR originais de todas as propostas formalizadas ao atleta, desde 2010.

Para o advogado Roberto Moreno, representante da DIS, as propostas não interessavam, pois “abocanhavam” larga fatia da maior fonte de renda do atleta. Em uma das contrapropostas, a DIS pede 850000 reais mensais de pagamento por direitos de imagem, elevando o salário do meia para 1 milhão de reais.

Pelo São Paulo, o diretor de futebol Adalberto Batista foi quem participou mais ativamente. Encaminhou quatro propostas. “A cada reunião, mudava tudo e voltávamos à estaca zero.”

O presidente Juvenal Juvêncio só participou da negociação quando o Grêmio entrou na disputa. Ligou para Ganso e pediu para que conversasse com Pita, ex-meia de Santos e São Paulo, sobre as vantagens de mudar para o Morumbi. E que, se fosse verdade, que falasse ao presidente do Santos sobre sua vontade de deixar o clube. Foi o que ele fez.

A IMAGEM

Longe das confusões que o cercaram na Vila, Ganso confia que a chance de voltar a lucrar está condicionada a um único fator: jogar bem novamente

No Morumbi: apresentado como o maestro

Manter 100% dos ganhos com ações de marketing sempre foi o ponto em que Ganso e seu estafe se mantiveram irredutíveis nas negociações com Santos e São Paulo. Fizeram prevalecer
essa condição para fechar com o time do Morumbi, que pode explorá-lo só institucionalmente, como garoto-propaganda do programa sócio-torcedor, por exemplo. De 2010 a 2012, o Santos tentou trocar aumentos salariais por fatias (entre 30% e 50%) desses direitos, sem êxito.

Embora integralmente preservados, o astro não firma novos contratos grandes desde 2010. Da Procter & Gamble (Gillette), Pepsico, (Gatorade), Samsung e Nike, parcerias assinadas
naquele ano, ganha anualmente mais que o dobro em relação aos salários no Santos (130000 reais).

“Ele precisava sair do olho do furacão. As brigas no Santos se tornaram públicas e criaram um estigma negativo que afeta a imagem do atleta. Será mais fácil recuperá-la em outro clube” afirma Ricardo Hinrichsen, diretor da área de consultoria da Golden Goal, agência especializada em marketing esportivo.

O mais recente e definitivo desses atritos ocorreu no dia 29 de agosto, após o Santos perder por 3 x 1 para o Bahia, em plena Vila Belmiro. Ganso saiu de campo sob uma chuva de moedas
e gritos de “mercenário”. No fim da partida, o técnico Muricy Ramalho reuniu o grupo no centro do gramado e orientou que saíssem juntos, prevendo represálias ao meia. Mas o atleta não se esquivou. Parou abaixo da principal torcida organizada e atendeu os repórteres. “Mercenário, eu? Tenho um dos salários mais baixos do time.” Foi sua última partida com a camisa do Santos.

A relação conflituosa começou em agosto de 2010, quando o atleta declarou ter sido “esquecido” após grave lesão no joelho esquerdo. Em dezembro do ano seguinte, 48 horas antes
do embarque para o Mundial de Clubes, afirmou ter vendido 10% de seus direitos econômicos ao grupo DIS. Depois houve rumores de uma transferência para o arquirrival Corinthians. E, durante a negociação com o São Paulo, voltou tudo à tona.

Em 23 de setembro, foi apresentado oficialmente no São Paulo. Desfilou pelo Morumbi antes da partida contra o Cruzeiro, pelo Brasileiro, com a mesma camisa 8 já envergada pelo ídolo Kaká. Dessa vez recebeu chuva de papel picado e fogos de artifício. No placar eletrônico, foi apresentado como “maestro do Tricolor”. E a festa, por enquanto, ficou por aí.

A GRANA DE GANSO

CONTRATOS

Patrocínios firmados em 2010 (anuais e em vigor)
– Procter & Gamble (Gillette)
– Nike
– Pepsico (Gatorade)
– Samsung

Patrocínios pontuais  (uma propaganda) firmados em 2010
– Seara
– Telefônica

Valor total por ano com patrocínios
R$ 3,9 milhões (não foram passados valores por marcas)

Patrocínios firmados em 2011 e 2012
Nenhum

SALÁRIOS

No Santos (de 2010 a 2015)
R$ 130000

Maior proposta no Santos
R$ 420000 (durante 6 meses)

No São Paulo (de 2012 a 2017)
R$ 300000

“Não vejo a hora de reger a orquestra”

Em sua primeira entrevista desde que iniciou a recuperação física, Ganso diz que apelou para infiltração na Libertadores, acha que o Santos poderia tê-lo tratado diferente na negociação e não vê a hora de voltar – mas sem pressa.

Ganso no São Paulo: ansioso para voltar ao gramado

Quando Mano Menezes não o convocou para enfrentar a Suécia, em agosto, disse em entrevista coletiva que você precisava definir seu futuro. Qual opeso dessa conversa na sua decisão de deixar o Santos?
Foi um papo tranquilo, mais para me preservar. Disse mesmo que eu precisava escolher logo para onde eu iria e assim voltaria a jogar bem e seria novamente convocado.

Você pareceu um tanto apático durante a Olimpíada…
Não, nada disso. Estava procurando meu espaço, mas a equipe foi definida nos amistosos em que eu fiquei de fora. Queria ter participado mais, lógico, mas temos de respeitar a posição do técnico de manter a formação que vinha atuando.

Ter voltado a jogar no Santos 18 dias após uma artroscopia prejudicou sua condição física em Londres?
Foi opção minha. Já estava me sentindo seguro. É normal perder condicionamento quando se fica um tempo fora. Nessa parte, talvez pudesse ter trabalhado mais um tempo.

Chegou a recorrer a infiltrações durante alguma recuperação?
Só uma vez.

Quando?
Na partida contra o Vélez, pelas quartas [Libertadores], antes da última cirurgia. Vinha jogando com muita dor [no joelho direito].

O presidente do Santos [Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro] afirmou que você chegou a aceitar “de boca” algumas propostas de reajuste salarial e depois recuava, não mantendo a palavra. O que exatamente não o agradou nas ofertas do clube?
Em nenhum momento eu topei. Procurei sempre tentar melhorar a situação em meu favor, apenas isso. Como não chegamos a um acordo, não saiu um novo contrato.

Mas era por causa do percentual pedido pelo Santos na exploração de seus direitos de imagem?
Nem tanto isso. É que às vezes algumas conversas demoraram um pouco demais para chegar em mim. Essa demora dificultou bastante.

Você se sentiu desvalorizado?
Não na questão de salário, nada disso. Acho que o tratamento poderia ter sido diferente. E a definição do acordo, mais tranquila.

Como ficou a cabeça em meio a essa negociação entre Santos, DIS e São Paulo?
Quando estou fora de campo, uma vez ou outra vem à cabeça, bate alguma dúvida, é normal. Mas quando entro em campo esqueço tudo.

E o episódio das moedas, na Vila Belmiro? Arranha sua imagem de alguma forma?
Fiquei triste pelo que aconteceu. Primeira vez na minha vida que passei por uma situação daquela, sendo que tinha um dos menores salários do elenco. A torcida age de acordo com a emoção. Mas já passou, agora tenho de seguir a minha vida. Voltando a jogar bem, tudo se acerta.

Qual a diferença entre Santos e São Paulo?
O São Paulo tem uma estrutura muito boa. Foi um dos primeiros clubes do Brasil a investir pesado em centro de treinamento, academia, parte médica. Nesse ponto está um pouco à frente dos demais.

Em qual estágio está sua recuperação física?
Chegando à parte final. Venho exercitando a musculatura de manhã e à tarde para poder ter segurança na execução dos movimentos de campo. Em seguida vou fazer o isocinético, para testar a musculatura e o equilíbrio.

Ansioso?
Sim, mas sem pressa. Não vejo a hora, como o pessoal costuma brincar aqui no São Paulo, de começar a reger a orquestra.

São Paulo faz promoção para estreia de Ganso no Morumbi.

13 nov

Por ESPN.com.br com Agência Estado

O São Paulo diminuiu o preço dos ingressos de alguns setores do Morumbi para a estreia de Paulo Henrique Ganso, neste domingo, contra o Náutico. As arquibancadas azul e vermelha, cujos bilhetes foram vendidos por R$ 40 no jogo contra o Fluminense, custam R$ 20.

No setor laranja, também houve redução: ingressos para a arquibancada premium e as cadeiras que antes eram vendidos por R$ 60 vão custar R$ 20. Quem quiser assistir ao jogo da arquibancada comum vai pagar R$ 20. Os bilhetes para a arquibancada amarela continuam com o preço promocional de R$10.
 Os acompanhantes de portadores de necessidades especiais, que antes pagavam R$ 30, vão poder acompanhar a partida por R$ 20.
A intenção da diretoria é superar o público da última partida do time em casa, contra o Fluminense no último dia 4. O time do Morumbi empatou por 1 a 1 e bateu o recorde de público desta edição do Campeonato Brasileiro, com 54.118 pagantes.

Ney Franco já confirmou que no domingo Paulo Henrique Ganso deverá fazer a sua estreia com a camisa tricolor. Ganso será observado por Ney Franco em um jogo-treino nesta quinta-feira, quando deve ser ratificada sua presença entre os relacionados contra o Náutico. Ele está recuperado de um estiramento na coxa esquerda que o impediu de estrear desde a chegada ao Morumbi, em setembro deste ano.

“A tendência é que ele fique como opção no banco”, disse o técnico. O meia treinou com o preparador
físico Sérgio Rocha na última segunda-feira por uma hora e meia, sendo submetido a um trabalho de resistência e potência, mostrando-se cada vez melhor, de acordo com o que afirma o São Paulo.

A possibilidade de Paulo Henrique Ganso estrear já havia feito a CBF mudar o horário da partida do próximo domingo das 19h30 para 17 horas por conta da “melhor expectativa de público”. Além disso, apesar da derrota para o Grêmio, o São Paulo ainda pode se classificar para a Libertadores do ano que vem em caso de vitória sobre os pernambucanos.

Paulo Henrique Ganso não joga uma partida oficial desde o dia 29 de agosto deste ano, quando defendeu o Santos, contra o Bahia, pelo Brasileirão. Ele chegou ao São Paulo em setembro após uma negociação conturbada.

Com Ganso, Ney Franco ganha três opções táticas no São Paulo.

12 nov

Das três formações que o técnico são-paulino tem em mãos, em duas Osvaldo seria sacado da equipe para a entrada do Maestro; Confira as outras possibilidades.

Bruno Rodrigues – Lancenet.com.br
 
 
O técnico Ney Franco confirmou que o meia Paulo Henrique Ganso deve ser relacionado para o confronto do próximo domingo, contra o Náutico, no Morumbi. O camisa 8 são-paulino, por ter se recuperado de lesão muscular na coxa esquerda há poucas semanas, provavelmente começará o confronto no banco de reservas.Sua última apresentação na temporada foi ainda pelo Santos, em confronto diante do Bahia, na Vila Belmiro, no último dia 29 de agosto. Na ocasião, o atleta ficou em campo durante os 90 minutos, em jogo que ficou marcado pelas moedas atiradas por torcedores santistas na direção do jogador, no momento em que deixava o gramado após o apito final.

OPINE!
Quem deve sair do time do São Paulo para dar lugar a Ganso?

Agora, no São Paulo, o jogador vive nova fase. Contudo, quando estiver apto a atuar 45 minutos ou, quem sabe, uma partida inteira, onde o Maestro deverá ser utilizado no esquema do Tricolor? O LANCENET! listou as alternativas mais prováveis. Confira:

4-2-3-1, no lugar de Jadson: Ganso jogaria na posição em que gosta de atuar, centralizado, responsável pela criação das jogadas. Ainda, nessa formação, o meia não precisaria se preocupar demais com a marcação. Apenas fecharia espaços na faixa central, uma vez que Lucas e Osvaldo seriam os encarregados de acompanhar os laterais e cobrir o lado do campo, como já fazem atualmente.

4-2-3-1, no lugar de Osvaldo: O Maestro entraria na vaga do camisa 17, mas não na mesma posição. Continuaria sendo o cérebro da equipe, o criador. Assim, Jadson seria deslocado para o lado esquerdo, onde atua Osvaldo. Entretanto, o camisa 10 não tem a mesma força do atacante para apoiar até a linha de fundo e voltar para acompanhar os laterais adversários. Assim, sua movimentação ofensiva seria, provavelmente, sair do lado do campo e entrar em diagonal, se aproximando de Ganso e Luis Fabiano para tabelar e dar opção de criação próximo à área.

4-4-2, sem Osvaldo: É a forma menos provável, mas pode ser utilizada. Ao invés do 4-2-3-1, com dois meias subindo e voltando a todo instante, Lucas jogaria mais próximo de Luis Fabiano, como um segundo atacante, e Jadson sairia do lado esquerdo para atuar mais centralizado, ao lado de Ganso na linha de meio. Porém, nessa formação, o Tricolor perde poder defensivo na faixa central e no combate aos laterais adversários, já que Jadson e Ganso não têm a característica de marcar, sobrecarregando Denilson e Wellington.

Ascensão transforma São Paulo no time mais técnico do Brasileiro-2012.

11 nov

Do UOL, em São Paulo.

A recente ascensão elevou o São Paulo, que enfrenta hoje o Grêmio, ao posto de time mais técnico do Brasileiro-2012. É o que mostra uma análise dos números do Datafolha.

A equipe do Morumbi lidera os rankings de número de acerto de passes e de dribles do Nacional. E é o segundo colocado no total de passes e também na pontaria de seu ataque. É a única formação entre as 20 da competição que está nas duas primeiras posições em todos esses itens técnicos.

Em média, os são-paulinos trocam 303 passes por jogo, menos apenas do que o Internacional. Mas eles são os mais precisos, ao acertar 84,4% dos passes que dão em uma partida.

A presença de Lucas e Oswaldo constantemente no time titular também pesou em favor do São Paulo no número de lances individuais. A equipe aplica, em média, 14,4 dribles por partida, acima de todos os outros adversários. O ataque também tem acertado o pé na hora de finalizar, com 40,8 de aproveitamento, índice inferior apenas ao do Corinthians.

Os são-paulinos só não se destacam em itens como lançamento e acerto de cruzamento, até porque o time tem jogado mais com a bola no chão pela atual formação adotada pelo técnico Ney Franco.

Neste domingo, no Olímpico, o São Paulo deve voltar a utilizar a formação com três atacantes, com Oswaldo e Lucas, diferentemente do time que goleou a Universidad do Chile.

Direção do São Paulo testa a honestidade de Marin ao mandar ofício pedindo que seus jogadores não sejam convocados.

9 nov

De Vitor Birner

José Maria Marin, em entrevista ao Cartão Verde do dia 4 de setembro, foi claro e direto ao tratar da liberação de jogadores convocados para a seleção brasileira.

“ Isso se resolve facilmente. Cada dirigente, ou presidente, que julgar que sua equipe está sendo prejudicada pela convocação, mande um ofício à CBF, assine o ofício, e certamente eu vou atender o pedido”

A cartolagem, com medo dele, dos empresários e até dos próprios jogadores, reclama na imprensa, fala sobre o seu seu descontentamento, mas não manda o tal ofício.

http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2012/10/08/marin-garante-que-libera-jogadores-dos-amistosos-da-selecao-cartolas-dos-clube-so-precisam-pedir-mas-tem-medo-e-interesses/

O São Paulo finalmente tomou a atitude.

Documentou o pedido de não convocação de seus funcionários para o superclássico das trevas, aquele que não aconteceu por falta de luz,  entre o catadão hermano e a seleção brasileira formada por jogadores que atuam em nosso país.

No mesmo dia de Argentina x Brasil está marcada a semifinal da Copa Sul-Americana.

Vamos aguardar para saber se Marin cumprirá a palavra e se futuramente haverá alguma espécie de retaliação.

Os dirigentes dos outros clubes poderiam pegar o embalo e fazer o mesmo.

Os do Grêmio, por exemplo, talvez sejam forçados a mandar o ofício, pois a equipe gaúcha, se eliminar o Millonarios da Colômbia, vai encarar o São Paulo.

Caso Marin coloque em prática o que prometeu, a iniciativa são-paulina poderá ajudar, de hoje em diante, todas equipes brasileiras que forem perder jogadores em confrontos importantes.

Isso, claro, se os dirigentes delas trocarem o medo pela ação importante para os clubes que administram.

Quantos pontos o Santos teria no Brasileirão caso Neymar não passasse tanto tempo recebendo salário do Peixe e defendendo a seleção?

Citei o melhor atleta do Brasil porque é o exemplo mais claro. Há outros.

Obviamente, não cabe a nenhum boleiro a iniciativa de pedir dispensa do selecionado nacional.

Os cartolas devem assumir tal responsabilidade.

O vídeo abaixo tem a afirmação de Marin sobre a liberação de atletas para quem mandar ofício. Assista do vigésimo primeiro minuto em diante.