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Nos dez últimos jogos, São Paulo tem disparado melhor defesa e melhor ataque do Brasil.

9 nov

A arrancada do São Paulo rumo ao G-4 do Brasileiro não é animadora apenas pelo futebol apresentado em campo. Os números das últimas dez partidas das 20 equipes que disputam a Série A mostram que o técnico Ney Franco foi o que melhor conseguiu calibrar suas engrenagens.

O clube do Morumbi tem, disparadamente, a melhor defesa e o melhor ataque do Brasil quando contados apenas os últimos dez jogos de cada equipe presente no Brasileirão (incluindo nessa conta duelos da Copa Sul-Americana).

A defesa formada por Rogério Ceni, Paulo Miranda, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez sofreu apenas quatro gols em seus últimos dez confrontos. As outras equipes menos vazadas do Brasileirão neste período – Grêmio, Coritiba e Flamengo – tomaram o dobro disso (veja abaixo).

Melhores Defesas

  Time                                 Gols sofridos

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– São Paulo                                  04

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– Náutico                                     07

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– Grêmio, Coritiba e

   Flamengo                                 08

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– Corinthians e

   Portuguesa                              10

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*Últimos 10 jogos

Na outra ponta da formação, o ataque encabeçado por Luís Fabiano, Lucas e Osvaldo balançou a rede nada menos do que 21 vezes nos dez últimos jogos. Abaixo deles, os adversários mais efetivos no período – Fluminense, Atlético-MG, Corinthians e Flamengo – marcaram quatro gols a menos que o ataque são-paulino.

Segundo os jogadores, a disparada do desempenho ofensivo e defensivo tem relação com o fato de eles terem assimilado (com alguma demora, é verdade) a filosofia de Ney Franco.

O treinador, em cujo histórico se destaca a capacidade de montar times de natureza agressiva, conseguiu também consertar a retaguarda tricolor, principalmente com a improvisação do zagueiro Paulo Miranda na lateral direita.

“O Ney tem uma grande parcela na evolução da equipe, é a mentalidade dele”, admitiu o meio-campista Jadson, a figura mais assídua no time titular desde o começo da temporada.

“Foi difícil no começo até engrenar a equipe, tentar entender o método dele. Mas o tempo foi passando, e os jogadores que estavam machucados voltaram à equipe, o que ajudou bastante. A equipe cresceu, todo mundo entendeu, todo mundo se fechou para essa reta final, começou a jogar bem e ganhou confiança. Foi como um todo em que a equipe cresceu.”

Os frutos da evolução foram colhidos no Brasileiro: se antes o time e sua irregularidade pareciam fadados ao eterno quinto lugar, hoje o São Paulo figura como virtual classificado à Libertadores e real concorrente ao vice-campeonato (hoje está em quarto).

Mas foi na Copa Sul-Americana que o time traduziu sua evolução técnica e tática em números no placar. Após uma vitória tranquila fora de casa sobre o atual campeão do torneio, o tricolor jogou como que por música na partida de volta e aplicou uma sonora goleada na Universidad do Chile (5 a 0).

A evolução será testada novamente no domingo, quando os são-paulinos viajarão a Porto Alegre para um confronto direto com o Grêmio, terceiro colocado na tabela (uma posição acima do próprio São Paulo).

O discurso dos jogadores antes da partida está permeado do eterno otimismo boleiro (“Temos plenas condições de surpreender eles lá”, disse Jadson). Mas, dessa vez, ninguém que duvida que esse otimismo esteja amparado firmemente na realidade objetiva.

Melhores Ataques

  Time                                                                                                            Gols feitos

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– São Paulo                                                                                                         21

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– Fluminense, Atlético Mineiro,

   Corinthians e Flamengo.                                                                           16

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– Santos e Sport                                                                                                15

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– Grêmio e botafogo                                                                                       14

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* 10 últimos jogos.

Coluna do Zanquetta: Um novo São Paulo.

5 nov

Ney Franco.

O time está redondo. Alguém pode falar que o time não está armado ou treinado. Balela pura. Ney ajeitou este time de verdade e os jogadores sabem o que fazer. Contra um time como o Fluminense o que fez a diferença foi que nos faltou um jogador crucial para o sistema defensivo: Paulo Miranda.

A ausência dele que vinha sendo o melhor do time disparado, foi o que nos faltou contra uma equipe que nos atacou sempre pelo setor direito. O fato de Lucas não efetuar boa partida também pesou. O Fluminense fez mais volume e o São Paulo após fazer o gol, parou de jogar e não aproveitou para matar o jogo quando podia com erros crassos de passes. Ganso vem aí para resolver isto.

No mais, a estabilidade foi excelente. A postura do São Paulo é ótima e o time tem esquema, liga, funciona. Parabéns, Ney Franco e jogadores por trabalharem duro e acreditarem muito e se dedicarem. É assim que se faz um grupo vencedor. O início é este e os resultados estão aparecendo bem e tenho orgulho deste time hoje. Contra um timaço, foram bem demais e jogamos de igual para igual.

E para o ano seguinte, temos tudo para um 1o semestre glorioso com os novos planos. Tendo um lateral direito que sabe atuar pela direita além de Paulo Miranda, o time trabalha com o nome de Fucile do Santos e de Cicinho da Ponte Preta.

Pela esquerda, podemos ter a volta de Juan ou Carletto para atuar no lugar de Cortez quando se lesionasse. De volantes, Ney quer apenas um jogador para a perspectiva da perda de Denílson em meados de 2013. Os jovens João, R. Caio e Zé Vítor podem surgir. Rafael Carioca foi o pedido de Ney mas um jovem pode pintar através do Sonda.

Mais alguns destaques falarei abaixo separadamente. Mas, creio que com jogadores que se destaquem, que tenham brilho individual e assumam o desequilíbrio quando o conjunto é forte como é agora, ano que vem promete muito mais.

Um novo São Paulo pós 05-08. Finalmente!

Lugano. 

O bafafá já é tão grande pelo jogador que até dizerem que ele e RC não ficarão no SPFC por causa das eleições de 2014 onde eles apoiariam MAC contra JJ. Vejam que esta semana, André Kfouri emitiu nota confusa sobre RC e nem mesmo Plihal que é um grande amigo, falou nada. Especula-se que escreveu a pedido de Plihal que repassou as informações de que JJ teria mandado Ney Franco peitar o goleiro.

Falou até mesmo que a renovação dele estaria em risco por isto. Quando consultaram RC, ele respondeu rispidamente que ainda não viu contrato na mesa para saber se ficará. Postura ridícula dele e se há este embate político deste modo, nota negativa para JJ. Incrível esta situação. E MAC, se está criando esta complicação, prefiro nem comentar agora…

Diego Souza.

Ele quase veio no meio do ano. O empresário dele falou com JJ para o lugar de Lucas ao lado de Luis Fabiano no ataque, função que arrebentou no Vasco. Muricy pediu com veemência o jogador para Laor e o preço que nem é caro, pode azedar de vez as coisas por lá. Então farão forte tentativa. E Tite, quer o jogador como quer Kléberson, ex Seleção 2002, aquele mesmo. Tite acha que o caminho é ter meias bons e marcadores de gols que toquem e conduzam bem a bola. Diego Souza encaixa perfeitamente aí. A briga será feia para ver quem contará com ele…

Dúvida da vez:

Manter ou não Will J? 

William José tem apenas 20 anos. Chegou tímido, não conseguia se adaptar. Com Leão, ganhou confiança e começou a marcar gols. Com a volta de Luis Fabiano, sumiu, murchou de novo e passou a errar lances simples, como antes.

Agora, com os gols, fica a dúvida: vale a pena não renovar e liberar um garoto de apenas 2o anos com o potencial que ele tem? Ao mesmo tempo, vale a pena manter um jogador tímido que na hora H não corresponde? Não adianta falar do jogo com a LA U, porque ninguém esperava e até o mais otimista ficou perplexo.

Só mesmo Ney Franco acreditou nele como contra a LDU de Loja. Né RC? Fica a questão: libera ou renova mesmo já apalavrado com Aloísio e tendo Luis Fabiano?

Lucca. 

Mesmo após quebrar o joelho e ficar de molho por meses, o Tricolor tem interesse nele. Vale tanto assim?

Kieza.

Ofereceram o jogador ao São Paulo. Alguém acha uma boa mesmo o São Paulo interessado em Carlos Eduardo,  Diego Souza, Dudu e Negueba que já está certo?

Fabrício. 

O jogador está motivadíssimo por ter a chance de voltar em 2013 e já pegar a equipe na LA. Ney Franco conta muito com ele e aquela raça e experiência dele no meio de campo, com certeza farão a diferença. Mesmo que seja no banco, ele pode passar muito. Imaginem que legal um time de líderes com RC, Lugano, Fabrício, Ganso e LF, por exemplo?

LG de novo? 

Com a permissão da Globo de se falar o nome das empresas patrocinadoras dos estádios, a LG que saiu de patrocínios esportivos de camisas, está interessada e já fez oferta para o clube. Quem me enviou a notícia foi nosso amigo Álvaro Ferraz. Consultei e o problema é de conflitos entre a Semp que estampa a marca na camisa com um rival no naming & rights. O Tricolor ainda estuda a situação mas a LG está confiante. Você aprovaria?

Cadeiras Vermelhas Patrocinadas? 

Além de trocar as cadeiras azuis, laranjas   etc, por unicamente vermelhas, o Tricolor estuda vender para um patrocinador desenhos e propagandas de marketing que estampem as cadeiras. E que eles mudem ao longo do tempo. Será que ficaria interessante?

MMT Pagando ao São Paulo. 

De novo, aqueles que tentam atrapalhar e trazer problemas para o São Paulo FC, foram condenados e perderam os  recursos na justiça. Toma!

Denúncias da base.

O jornalista que divulgou a notícia e disse que apuraria, sumiu. Cadê ele com o Pelé da base, o tal Romário?

Alexandre Zanquetta

alexandrezanquetta@uol.com.br

twitter.com\blogdosaopaulo

Ney se defende das críticas e diz: ‘O importante é que a equipe evoluiu’.

3 nov

globo.com

Em desabafo, treinador volta a negar que tenha errado em substituição feita na partida contra a Universidad de Chile, pela Copa Sul-Americana.

Com sete pontos a mais que o Internacional, quinto colocado, o São Paulo está bem perto de se garantir na Libertadores do ano que vem. Na Sul-Americana, o time também faz boa campanha – pode até perder por um gol de diferença para a Universidad de Chile, quarta-feira, no Pacaembu, e, ainda assim, garante vaga nas semifinais da competição.

Mesmo assim, o trabalho de Ney Franco não é unanimidade – e o técnico sabe disso. Nesta sexta-feira, ele voltou a se mostrar incomodado com as críticas que recebeu por uma alteração feita no intervalo do jogo contra La U, em Santiago. Com o São Paulo vencendo por 2 a 0 e um homem a mais em campo, Ney trocou Cortez por Maicon, mexendo em três setores da equipe – Wellingon foi para a lateral direita, Douglas passou para a esquerda e Maicon ocupou uma vaga no meio. O time chileno acabou crescendo em campo depois disso. Ney foi criticado e se irritou com os ataques.

– O importante é que a equipe evoluiu tecnicamente e fisicamente. Como qualquer treinador, eu estou sujeito a fazer uma substituição e não dar certo, o jogador não entrar bem. Mas nós vencemos uma equipe que não tinha perdido em casa este ano (La U), com dois gols feitos, esse é o número que me importa. O resto é fofoca. Às vezes, a crítica é construtiva, mas, às vezes, é um pouco de maldade no coração – disse.

O treinador mandou um recado aos críticos: é preciso ter o mesmo equilíbrio para elogiar e para criticar.

– Contra a Portuguesa, por exemplo, fiz uma alteração acertada porque não tinha lateral no banco. Não ganhamos por um placar maior porque a substituição foi errada. Outra coisa: algumas enquetes colocavam o Willian José como jogador menos votado pela torcida para jogar. Banquei o jogador e ele deu o resultado esperado. Isso faz parte do trabalho do treinador, da responsabilidade que ele tem – finalizou.

Ney Franco agrada à diretoria do São Paulo ao peitar Rogério.

25 out

Por Perrone.

Ney Franco fez exatamente o que a cúpula do São Paulo gostaria ao bater de frente com Rogério Ceni. Já faz algum tempo que os principais cartolas do clube comentam entre eles sobre a necessidade de aparecer um treinador que saiba dizer não ao capitão.

Pouca gente no Morumbi, no entanto, acreditava que pintasse alguém com tal coragem. Tanto é que Juvenal Juvêncio já ouviu de colaboradores que teria que ser ele o responsável por controlar o ídolo. É bom lembrar que a própria cartolagem vitaminou Rogério.

Ao se recusar a colocar Cícero contra a Liga de Loja, como queria Rogério, Ney indica ter o pulso tão firme quanto a diretoria esperava. E o melhor para os cartolas: sem custar tanto quanto os treinadores mais consagrados do país.

Após a valentia de seu técnico, cabe à diretoria dar suporte a ele nos bastidores, caso ocorra uma queda de braço com Ceni.

Rogério Ceni, já não é hora de você mudar de profissão?

25 out

Não existiu nos últimos anos alguém tão dedicado e identificado com o São Paulo como Rogério Ceni, no entanto essa vontade exacerbada de vencer,  tem feito você desrespeitar os limites hierárquicos.

M1TO! Não manche a imagem de ídolo de uma Nação, com atitudes de insubordinação e ingerência, ainda mais você, um atleta que sempre foi tido como exemplo de pessoa e profissional.

É nítida que a influência de Rogério Ceni transcende a ingerência e que por vezes atravessa a comissão técnica. Em parceria com Milton Cruz, ele prospecta jogadores, como fez com Rivaldo, e ajuda a “amolecer” as sondagens àqueles que interessam à diretoria — a exemplo do atacante Washington, em 2008. Ídolo da torcida e afagado pelos cartolas, o camisa 1 segue intocável no clube, imune à troca de técnicos e aos tropeços.

Rogério é o dono do vestiário são-paulino. Na retaguarda, o presidente Juvenal Juvêncio dá suas cartadas no time através do vigilante Milton Cruz, seu braço direito nas contratações e porta-voz dos comandos aos jogadores.

Fica evidente a insatisfação do medalhão tricolor com a gestão irregular do treinador Ney Franco, que não consegue impor sua filosofia de trabalho no São Paulo. E que na noite de ontem em meio a um jogo lastimável, conheceu o lado negro de um dos seus principais jogadores.

Durante boa parte do segundo tempo, o goleiro ficou gesticulando para o banco de reservas pedindo uma alteração na equipe. Ney Franco demorou para mexer no time, e o capitão foi mais incisivo. Ele foi até a intermediária e fez mais gestos para o técnico, que, pouco depois, saiu da área técnica e esbravejou contra o ídolo do clube.

Quando questionado se Ceni havia sugerido alguma alteração, Ney Franco foi curto na resposta:

– Foi um pedido com nome. Ele pediu o Cícero. Eu optei pelo Willian José. Foi só o que aconteceu.

Acostumado a dar respostas longas, o treinador são-paulino falou o mínimo para tratar desse assunto. Na sequência, o comandante foi perguntado se aprovava palpites dos jogadores na escalação.

– Não aprovo. Acho que é cada um na sua. Cada um fazendo a sua função. Se eu achasse que deveria ser o Cícero, eu colocaria – disse.

No vestiário, depois da partida, eles não falaram sobre o tema:

– Eu vou conversar com o grupo todo amanhã (quinta-feira), a gente sempre tem esse tipo de conversa nas reapresentações e, com certeza, esse é um tema que a gente vai tocar.

Há 22 anos no São Paulo, Rogério Ceni tem o costume de conversar com os treinadores e sugerir alterações durante o jogo. Na saída do gramado, ele não foi questionado sobre o assunto e também não passou pelo saguão de imprensa.

Ney Franco analisa derrota e defende Fabuloso.

21 out

O São Paulo encerrou a série de oito jogos sem perder na temporada. Na tarde deste domingo, o Tricolor perdeu para o Flamengo por 1 a 0, no Engenhão, pelo Campeonato Brasileiro. O técnico Ney Franco lamentou o revés, mas valorizou o fato de a equipe se encontrar dentro do G4 da competição nacional.

“Perdemos três pontos em um momento que vínhamos muito bem no Brasileiro, com a possibilidade de encostar no terceiro colocado. Não tivemos a competência para ganhar. Independentemente do que aconteça, nós vamos fechar a rodada no G4”, disse Ney Franco.

“Temos de passar a borracha no que aconteceu aqui. Tivemos vários problemas para esse jogo. As duas equipes muito bem, sentiram o calor. No nosso melhor momento no jogo, não tivemos a competência para ganhar. Depois que levamos o gol, a equipe ficou desajustada”, completou o treinador.

No primeiro tempo, o São Paulo teve a oportunidade de abrir o placar, mas o atacante Luis Fabiano perdeu um pênalti. Ney Franco pede que o artilheiro levante a cabeça.

“Estamos falando de um atleta experiente, artilheiro e que tem 15 gols no Brasileiro. O Luis pegou a bola com muita confiança, foi lá e bateu. Não vamos criar drama por causa disso. Não estamos falando de um jogador que está começando agora”, concluiu o treinador.

Ney Franco ganha confiança do São Paulo com “melhor tática do mundo”.

19 out
FELIPE HELD, Direto de São Paulo.

O treinador Ney Franco relatou nesta quinta-feira, depois da vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-GO, parte dos segredos para fazer o São Paulo elevar o nível no futebol apresentado nesta reta final de Campeonato Brasileiro e deixar a equipe paulista perto de uma vaga na Copa Libertadores da América de 2013. As alterações táticas e o apoio da diretoria foram importantes para ajudar a colocar o time tricolor na quarta posição da tabela, mas o principal, segundo ele, foi a dedicação e o respaldo do elenco de jogadores.

“Essa evolução é devida a vários fatores. Coloco em primeiro plano a entrega dos jogadores, que entram em campo querendo ganhar”, iniciou Ney Franco, que fez uma alteração significativa no esquema tático tricolor.

O treinador abriu mão do 4-4-2, formação mais habitual no time dirigido por Emerson Leão, e passou a utilizar uma vertente mais moderna do 4-3-3: o 4-2-3-1, com dois volantes, um meia de ligação, dois pontas e um centroavante. “O melhor esquema tático do mundo atualmente”, de acordo com o goleiro Rogério Ceni.

“Fizemos alguns reajustes dentro de campo, propusemos jogar com uma marcação mais alta. Depois abrimos dois atacantes pelas beiradas e diminuímos o número de gols sofridos na bola parada. Basicamente essa é a nossa proposta de jogo”, resumiu Ney Franco, que preferiu deixar a maior parte dos méritos com o elenco.

Para o treinador, a entrega dos atletas dentro de campo e a assimilação do novo esquema de jogo foram cruciais para que o São Paulo emplacasse uma série de oito partidas de invencibilidade – sete delas no Campeonato Brasileiro e uma pela Copa Sul-Americana. Resultado: a equipe tricolor atualmente aparece folgada na quarta colocação da tabela com 55 pontos, cinco a mais sobre o Vasco, quinto colocado.

“Basicamente isso se deve porque os atletas acreditaram na minha proposta de jogo. Se eles não comprarem a ideia, não adianta: nada dá certo”, sintetizou. “A comissão técnica fez seu papel, os preparadores físicos e médicos também, a diretoria está dando estrutura para desenvolver esse trabalho. Mas, em primeiro plano, realmente, são os jogadores, com o talento que têm”, finalizou.

O São Paulo encara no próximo domingo o Flamengo, em jogo programado para as 16h (de Brasília). O confronto, válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, será realizado no Estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro.