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Corinthians se reúne com ministro da Fazenda para tentar destravar empréstimo para obras de estádio

4 out

Na tentativa de desemperrar o empréstimo do BNDES, o presidente do Corinthians, Mário Gobbi, e o vice Luis Paulo Rosenberg se reuniram na última sexta com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, e representantes da construtora Odebrecht também participaram da força-tarefa.

A diretoria alvinegra diz apenas que a reunião foi para finalizar questões burocráticas sobre o financiamento de R$ 400 milhões para a construção do estádio do clube.

O empréstimo será tomado pelo Banco do Brasil junto ao BNDES, que exige a intermediação de uma instituição bancária. Mas o BB precisa de garantias do Corinthians e da Odebrecht para efetivar o empréstimo. A dificuldade para que as três partes entrem em acordo nesse ponto criou o nó difícil de ser desatado.

Como o Banco do Brasil é uma sociedade de economia mista vinculada ao Ministério da Fazenda, nada melhor do que recorrer ao ministro para tentar solucionar o impasse.

Pelo menos até antes da reunião de sexta, a situação era considerada crítica pela Odebrecht, que já usou os recursos disponíveis para tocar a obra.  Há até o risco de os trabalhos pararem, se o empréstimo não for logo liberado. No Parque São Jorge, porém, ninguém acredita na paralisação.

Falta de garantia trava financiamento do BNDES e faz construtora admitir preocupação sobre o Itaquerão.

28 set

Vinicius Konchinski
UOL, no Rio de Janeiro.

O BNDES aprovou em julho um financiamento de R$ 400 milhões para a construção do Itaquerão, em São Paulo. Quase três meses depois, entretanto, nenhuma parte desse valor chegou até a obra por falta das garantias exigidas no contrato do empréstimo. O estádio, que será entregue ao Corinthians, foi escolhido para o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014.

Sem o dinheiro, Corinthians e Odebrecht admitem preocupação com o estádio. De acordo com o clube e a construtora, o ritmo do trabalho pode ser comprometido caso os recursos não cheguem até novembro.

A liberação do empréstimo depende da assinatura de um contrato com o Banco do Brasil. O Itaquerão é, formalmente, tocado por um fundo imobiliário. O BNDES não faz empréstimos a esse tipo de empresa. Por isso, quem ficou de repassar o dinheiro ao estádio é o BB.

O BB ficará responsável pelo pagamento do empréstimo no BNDES. No entanto, exige que o Corinthians e a Odebrecht apresentem garantias de pagamento do crédito antes que ele assuma esse compromisso e repasse o dinheiro.

Geralmente, operações desse tipo levam cerca de um mês para serem concretizadas depois que o BNDES anuncia a aprovação do crédito. No caso do Itaquerão, as dificuldades com os ajustes financeiros do empréstimo já retardaram a liberação do dinheiro em quase dois meses.

A construção do Itaquerão foi orçada em R$ 820 milhões. Contudo, toda a preparação do estádio para a Copa deve elevar o custo da obra para até R$ 1 bilhão já que estruturas temporárias (restaurantes, elevadores, assentos móveis etc) não constam do orçamento inicial.

Quase metade de todo esse investimento deve ser pago com o financiamento do BNDES. O restante do dinheiro para a obra deve vir de incentivos fiscais da Prefeitura de São Paulo e de ajuda do governo estadual –ambos os recursos também ainda não foram liberados.

De acordo com a Odebrecht, o andamento das obras precisa dos recursos do BNDES. A empresa já antecipou boa parte do valor do financiamento por conta própria. Agora, admite que precisa do crédito para continuar tocando a construção. “O ritmo das obras está vinculado à disponibilidade desses fundos e à liberação do empréstimo do BNDES.”

Para o Corinthians, o risco maior não diz respeito ao andamento da construção, mas ao seu custo. Se o atraso de prolongar, o valor da obra poderia ser impactado.

Só o fato de o empréstimo do BNDES para o Itaquerão depender do BB já encarece o financiamento. Enquanto outros estádios financiados pelo BNDES assinam contrato diretamente com o banco, o estádio de São Paulo depende da intermediação do BB, que cobra uma “comissão” por isso. Essa comissão é chamada de spread.

O BB não informa o valor dessa comissão por razões contratuais. Segundo o Corinthians, o banco acrescentará cerca de 0,5 ao juro do empréstimo por intermediar a operação.

Por razões contratuais, o BB também não informa o andamento da liberação do crédito.

O Corinthians terá um estadio? – ” Nunca terão, jamais terão”.

26 set

O Corinthians esta cada dia mais afundado em um mar de lamas. Se antes existia a dificuldade em conseguir 250 mil, para que as obras do Itaquerão não parem, no fim deste mês, imagine agora, sem os 70 mil do Governo. É bom o comitê Gestor ter na manga um Plano B.

O Governo do Estado de São Paulo desistiu de bancar a construção da arquibancada móvel do Itaquerão, o estádio corintiano que será a sede da abertura da Copa do Mundo de 2014. Em parceria com o poder público, o clube agora vai ter de buscar no mercado um patrocínio privado que banque os R$ 70 milhões necessários para garantir a capacidade total de 68 mil pessoas.

“São Paulo já vai ter de arcar com a recepção de 32 chefes de estado, segurança, transporte, alojamento e festas”, disse Luis Paulo Rosemberg, diretor de marketing do Corinthians, à coluna da jornalista Sonia Racy, de O Estado de S. Paulo.

A informação é uma mudança importante no planejamento financeiro do estádio. O apoio do Estado de São Paulo foi fundamental para que o Comitê Organizador da Copa de 2014 aprovasse o Itaquerão. Sem as arquibancadas móveis, o Corinthians não conseguiria atingir a capacidade exigida pela Fifa para um jogo de abertura.

O problema ficou ainda maior nos últimos meses, quando o clube passou a contar com um auxílio ainda maior do governo Alckmin. Apesar do poder público negar a informação, o Corinthians esperava que os políticos pagassem R$ 50 milhões em estruturas de recepção exigidas pela Fifa, como camarotes de imprensa e um grande centro de imprensa.

“Fielzão”: Corinthians e Odebrecht recusam ofertas e “lucram” com superfaturamento

21 set
Por Paulinho, BLOG DO PAULINHO.

Recentemente publicamos que o Corinthians recusou-se a avaliar proposta do conselheiro alvinegro Zezinho Mansur Farah, para a colocação de vidros na cobertura do “Fielzão”, comprovadamente a custo mais barato e com material de melhor qualidade.

Mas este caso não foi o único.

Há diversas denuncias de fornecedores que estão sendo preteridos em situação semelhante.

Informações dão conta de que Corinthians e Odebrecht desdobram-se para manter os preços do estádio superfaturados, lançando mão de fornecedores previamente combinados.

Ou seja, do esquema.

O fato é que o lucro com o “superfaturamento”, que já seria errado, não entra no caixa do clube, preenchendo apenas os bolsos de seus intermediários.

Entre eles, segundo as denúncias, Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente, que é quem aprova todos os gastos do empreendimento.

Para o Corinthians sobrarão as dívidas, acrescidas de juros, baseadas em valores irreais, e que poderiam ser bem menores não fosse a ação dos “superfaturadores” profissionais.

Não há dinheiro para finalizar o “Fielzão”.

15 set
Por Paulinho, BLOG DO PAULINHO.
 

Conforme o BLOG DO PAULINHO publicou, recentemente, que a situação financeira do “Fielzão”, com a não liberação pelo BNDES da verba prevista para a finalização da obra, por falta de garantias financeiras do clube, era realmente muito crítica.

Pondo em risco até a realização da abertura do Mundial 2014.

Hoje, na coluna de Lauro Jardim, na Veja, fala-se novamente sobre o assunto, demonstrando ainda que o ex-presidente Lula, preocupado (não com o dinheiro público, óbvio), tenta resolver o problema.

Confira melhor, no link abaixo.

http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/futebol/impasse-no-itaquerao-lula-articula-reuniao-para-que-nao-falte-din-heiro-para-as-obras-do-estadio-do-corinthians/

Veja na integra o texto de Lauro Jardim, na Revista Veja.

Impasse no Itaquerão: Lula articula reunião para que não falte dinheiro para as obras do estádio do Corinthians.

Cadê o dinheiro? Itaquerão: previsto para abrir a Copa, o estádio ainda não resolveu seus problemas de financiamento

Lula está articulando uma reunião de gente grande para cuidar dos pepinos seu Corinthians. Planeja chamar para o encontro Emilio Odebrecht e os presidentes do Banco do Brasil, Aldemir Bendine; do BNDES, Luciano Coutinho; e do Corinthians, Mário Gobbi Filho.

Na mesa, as garantias financeiras para a construção do Itaquerão, que ainda não saíram. A Odebrecht ameaça paralisar as obras no final do mês se o abacaxi não for descascado – simplesmente porque os 250 milhões de reais que pegou emprestado para iniciar as obras terminam no dia 30.

Governo gasta R$ 19 milhões só com passarela de acesso ao Itaquerão.

28 ago

ImagemA passarela que permitirá o acesso dos torcedores ao Itaquerão (marca registrada pelo Corinthians) custará R$ 19 milhões para os cofres públicos. O Governo do Estado vai executar a obras. Serão necessárias desapropriações, que ficarão sob responsabilidade da prefeitura.

As informações foram divulgadas pelo Governo do Estado e pela Prefeitura, que falam com orgulho da passarela, a maior da cidade, com 185 metros de extensão e um vão livre de 110 metros.

 O site oficial da prefeitura, porém, não dá detalhes sobre as desapropriações. Mas cita outras obras na região. O município anunciou que colocará R$ 132,3 milhões no projeto do Complexo Viário do Polo Institucional de Itaquera, que tem vida independente do estádio. O Governo investirá mais R$ 345,9 milhões. As autoridades defendem o projeto afirmando que 2,4 milhões de habitantes serão beneficiados.