Tag Archives: INFO SPFC

Filho de Pedro Rocha agradece ao São Paulo mas pede homenagem em vida.

20 nov

http://trivela.uol.com.br.

Pedro Virgilio Rocha Franchetti comemora 70 anos no dia 3 de dezembro. Não haverá festas. Não há motivo. A mulher, os três filhos e os netos estarão ao seu lado, na cama, de onde não sai mais. O Verdugo, um dos jogadores que mais bem resumiu a mistura de força e técnica, já não anda, já não fala e enxerga mal.

A família, de forma polida mas firme, desencoraja visitas. Não queremos chocar ninguém que conheceu o meu pai como um grande campeão. O choque é grande, a gente reconhece”´, diz Gonçalo, 38 anos, um dos filhos.

Um dos maiores jogadores da história do São Paulo (113 gols em 375 jogos) e do Peñarol (81 gols em 159 jogos) Pedro teve artofia do mesaencéfalo, doença irreversível e que não admite sonhos. “Nem com um transplante a gente pode contar porque não há muitos estudos de células troncos nesses casos”, lamenta Gonçalo.

A comunicação é feita com sinais. O dedo polegar direito foi levantado em sinal de aprovação quando soube que Ganso havia sido contratado. “Agora, a gente nem fala muita coisa mais. O São Paulo é o time dele e ele se emociona muito. Meu pai está consciente de tudo, e isso é pior É um sofrimento muito grande”.

Há três anos, quando visitei Pedro Rocha para lhe levar o livro “Tricolor Celeste”, ele ficava em uma cadeira e tinha uma certa dificuldade para andar. Via futebol o dia inteiro e se disse fã de Ganso e de Gerrard. Disse que jogava parecido com o inglês.

Conversei com pessoas que o viram jogar e todos disseram que foi uma acesso de modéstia. Pedro foi melhor, bem melhor que Gerrard. No meu livro “Tricolor Celeste”, Pablo Forlán, pai de Diego Forlán, assim definiu Rocha.

“É o maior jogador uruguaio dos últimos 50 anos. Vou dizer como ele jogava”

1 – Caminhava com a bola, pelo meio, e lançava o centroavante, continuando a correr. Quando recebia a bola, tinha facilidade em marcar

2 – Tocava para um dos pontas e corria para a área. A defesa se preocupava com o centroavante e era ele quem cabeceava

3 – Quando não havia a possibilidade do passe, ele segurava a bola, chegava perto e chutava muito forte, de 30 metros de distancia. De esquerda ou de direita, como no final da Copa América de 67, quando fomos campeões.

4 – Se o ponta esquerda sofria uma falta, Rocha cobrava com o pé direito no canto esquerdo do goleiro.

Com esse repertório, jogou quatro copas do mundo pelo uruguai, de 1962 a 1974. Em seu grande momento, 1970, contundiu-se no primeiro jogo e ficou de fora. O Uruguai foi quarto.

Gonçalo elogia a ajuda do São Paulo, mas pede um pouco mais. Mais amor. “O São Paulo poderia fazer um jogo de despedida para meu pai. Reunir velhos amigos, fazer uma festa para ele ser lembrado uma vez mais. É bom ser lembrado em vida e não depois”

Um jogo beneficente? “Pode ser, o dinheiro seria muito bem aplicado, mas o bom seria mesmo pela emoção de se dizer obrigado a um craque como meu pai foi”.

Pedro Rocha vive com uma aposentadoria de R$ 1800 mensais. A família gasta o dobro disso com remédios. “Os remédios são caros, as fraldas geriátricas também. Uma vez por semna uma enfermeira vem trocar a sonda e isso custa R$ 200″, lamenta Gonçalo.

A ajuda do São Paulo é grande, segundo ele. “Não temos o que reclamar. O clube paga a cuidadora, paga a fono e a fisioterapia, ele faz uma hora por dia de cada um. A gente passaria mais dificuldades sem o São Paulo, mas eu repito, se o clube fizesse um jogo beneficente para ele, seira uma alegria para o velho”

No dia 15 de dezembro, a Reebok acertará com a família de Rocha o que é devido pela primeira leva de camisas tricolores e celestes que homenagearam os quatro grandes uruguaios – Rocha, Forlán, Lugano e Dario Pereyra – e a família está ansiosa. “Soubemos que as vendas foram muito boas. Eles vão nos pagar 10%, podemos arrecadar um dinheiro necessário para cuidar bem do pai”, diz o filho Gonçalo.

Quando um craque chega ao ocaso em dificuldades, é lugar-comum acusações de que a decadência financeira veio a reboque de lindas mulheres e velozes cavalos. E carros. Quando pergunto a Gonçalo, ele sorri, com tristeza e diz que com o Verdugo nada disso aconteceu.

“Pergunte a Muricy, que conviveu com ele. Sempre fez questão de dizer que meu pai sempre foi um grande homem. O que aconteceu foi que Pedro Rocha foi o primeiro a abir um bingo no Brasil, em 1994. Teve investidores espanhois com ele. Só que os caras fugiram e o bingo faliu, ou o contrário nem sei mais. Papai tinha muitos imóveis e teve de vender vários deles para pagar as ações trabalhistas que sobraram para ele. Honrou tudo. E ficou sem quase nada”

No “Tricolor Celeste”, Muricy deu seu depoimento sobre Pedro Rocha:

“Ele era muito educado, um cara diferente no futebol. Caladão, não era de muita brincadeira e gostava muito de jogar sinuca. Era invencível, tinha uma precisão para defender e atacar, até parecia que estava jogando futebol. Para ficar perto dele, comecei a jogar sinuca também. Melhorei muito mas nunca consegui vencer Pedro Rocha. Mas estava ali, perto dele. Era a prova de que estava vencendo na vida. O cara era um gênio da bola”

Muricy nunca venceu Rocha. Os zagueiros o temiam. Gerson, o grande craque brasilieor que o ofuscou no primeiro ano juntos, em 1971, nem teve sua saída lamentada depois que Rocha começou a brilhar sozinho.

Ninguém venceu Pedro Rocha.

A artrofia do mesaencéfalo, sim. Apesar da resistência do velho craque, a derrota é certa.

Com o chapéu alheio: verdades e mentiras sobre o novo patrocínio do Corinthians.

20 nov
Por Paulinho, do Blog do Paulinho.

O departamento de Marketing do Corinthians apresentará, daqui a pouco, com pompas e circunstâncias, a Caixa Econômica Federal como nova patrocinadora do clube.

Tentará capitalizar para si uma “conquista” da qual sequer teve participação.

Pelo contrário.

Enquanto a mão do marketing alvinegro esteve em movimentação, o que se viu no Corinthians foi ausência de patrocínio, divulgação de negociações inexistentes e até calotes de empresa que faliu após quatro meses de funcionamento.

É evidente que o acordo com a CAIXA é fruto de mais uma ação “companheira” do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, nos bastidores, fortemente influenciada pelo desejo do ex-presidente Lula de angariar popularidade, que já não é a mesma de outrora.

Vale lembrar que pela mesma influencia, recentemente, o banco do Governo jogou dinheiro bom em cima da massa falida do Pan-Americano, noutro golpe, assim como ocorre com o Corinthians, no bolso da população brasileira.

A facilitação chegou a níveis tão indecentes, que seria impossível firmar o acordo entre banco e clube se todas as pendencias fiscais não estivessem quitadas, porém, para viabilizar o “Fielzão”, utilizou-se do expediente de parcelar a milionária dívida alvinegra em centenas de parcelas, emitindo o certificado necessário após o pagamento do primeiro vencimento.

Ou seja, o Corinthians deve ainda 90% da pendência, mesmo assim, levará a grana da CAIXA, numa ação pra lá de duvidosa.

Apesar disso, com toda a ajuda possível do PT, os valores serão ainda inferiores ao conquistado por Ronaldo Fenômeno, dois anos atrás, com o acordo da Hypermarcas, e quase metade do que Rosenberg dizia “não abrir mão” de fechar para a camisa corinthiana.

O Corinthians poderá, então, exibir o logo da Estatal no Japão, mesmo com o regulamento prevendo que apenas patrocinadores do ano anterior pudessem fazê-lo, exatamente porque durante este período, a incompetência de Rosenberg não conseguiu colocar nenhuma marca no manto alvinegro.

A FIFA, para evitar o vexame, flexibilizou a regra, entendendo que o novo patrocínio poderia ocupar o lugar que há um ano não era de ninguém.

Show de torcida.

18 nov

De forma antecipada, são-paulinos compram mais de 55 mil ingressos para estreia de Ganso e quebram recorde de público do Brasileiro.

A torcida do São Paulo promete dar um verdadeiro show neste domingo, no duelo contra o Náutico, que marcará a estreia de Paulo Henrique Ganso pelo Tricolor e pode selar de forma antecipada a classificação do clube para a Copa Libertadores da América.

Até o final da manhã deste sábado mais de 55 mil ingressos foram vendidos, estabelecendo assim o novo recorde de público da competição, que já pertencia ao São Paulo no duelo contra o Fluminense, que contou com 54.118 pagantes.

O diretor de futebol Adalberto Baptista celebrou o retorno dado pelo torcedor são-paulino, convocado para lotar o Morumbi e empurrar o time neste momento tão importante.

“Agradeço de coração ao torcedor que atendeu nosso chamado para comparecer em massa. Tenho certeza de que os são-paulinos vão fazer uma grande festa, prestigiando o Ganso e acima de tudo ajudando o time a buscar a tão almejada vaga na Libertadores”, explica Baptista, que faz questão de ressaltar o trabalho do vice-presidente social, Roberto Natel.

“Com certeza não podemos deixar de agradecer ao Roberto Natel, que trabalhou incessantemente para colocar o Morumbi em condições de receber a partida, tendo conseguido inclusive autorização da Polícia Militar para deslocar a torcida do Náutico para uma área menos utilizada do estádio conseguindo assim mais quatro mil lugares para os são-paulinos nas arquibancadas”, destaca Adalberto.

Existem apenas dois setores disponíveis para a partida contra os pernambucanos: Visa Infinite e cativa para os proprietários. A expectativa do clube é que mais de 60 mil pessoas estejam presentes neste domingo no Morumbi.

Craque em obras: São Paulo prepara o corpo, a cabeça e a imagem de Ganso para devolvê-lo ao futebol.

17 nov

Por Fábio Soares, da PLACAR

Paulo Henrique Ganso despontou como um remanescente de uma espécie em extinção no futebol brasileiro. O camisa 10 clássico, de postura elegante. Discutia-se quem era o melhor, ele ou Neymar. E o comparavam a craques como Sócrates, Pita e Giovanni.

Mas, a partir de junho de 2010, seguidas lesões e conflitos com o Santos minaram corpo, cabeça e a imagem da revelação santista. De preferência popular preterida por Dunga em 2010 e nome certo para a Copa de 2014, virou reserva na Olimpíada e acabou esquecido nas listas de Mano Menezes. Deixou a Vila Belmiro sob uma chuva de moedas.

Em entrevista exclusiva à PLACAR, ele revelou ter defendido o ex-time na Libertadores sob efeito de infiltração, a fim de anestesiar fortes dores no joelho direito. Diz não ter chegado 100% a Londres por causa da volta meteórica a campo após artroscopia, embora assuma a responsabilidade. O meia, no entanto, afirma não ter deixado o Santos por dinheiro, mas sim pelo tratamento recebido. “Poderia ter acabado de outra forma. Mas é passado.”

O meia agora mira outro horizonte. Foi apresentado ao São Paulo como um novo messias, o homem que vai salvar o futebol do time. Antes de estrear, no entanto, passa por um processo de reconstrução no tricolor paulista — é preciso cuidar do corpo, mas também da cabeça e da imagem, chamuscada por uma cansativa e interminável negociação. Praticamente em regime de internação no centro fisioterápico, clube e jogador trabalham para recuperá-lo. E, quem sabe, colocar novamente em discussão quem é o melhor do Brasil.

O CORPO

Nos últimos 27 meses, Ganso ficou mais de um ano parado. Fixar data para o retorno aos gramados é assunto proibido no Morumbi (a volta do meia está progaramada para este domingo)

A entorse contra o Grêmio: lesão frequente no futebol

Desde que passou por sua primeira cirurgia como jogador profissional, em 17 de junho de 2010, Paulo Henrique Chagas de Lima, o Ganso, não jogou futebol por mais de seis meses seguidos. Nos últimos 27 meses de Santos, três operações e três lesões musculares graves deixaram o craque mais de um ano parado.

Sua presença no departamento médico começou a virar rotina na passagem de 45 dias por causa de uma artroscopia no joelho direito, pouco antes da Copa da África do Sul. Já na segunda estada foram sete meses. Tempo exigido pela reconstrução do ligamento cruzado anterior e reparação do menisco lateral do joelho esquerdo. A lesão, causada por entorse e jogo contra o Grêmio pelo Brasileiro, embora grave, é uma das mais frequentes no futebol. Incomum era se tratar da terceira cirurgia de joelho, a segunda ligamentar, em um profissional de 20 anos. Em 2007, na base, aos 17 anos, o meia sofrera contusão parecida, no outro joelho.

“Esse tipo de lesão ligamentar está cada vez mais precoce. Tratei paciente de 12 anos”, diz o médico do Santos, Rodrigo Zogaib. Uma hipótese para explicar a incidência em Ganso, segundo ele, é o biótipo do jogador. Altos (ele mede 1,84 metro) e magros tendem a ter menos musculatura em torno dos joelhos e, consequentemente, déficit de equilíbrio. “Nada que, tratado, atrapalhe.” Para Marco Aurélio Cunha, médico ortopedista e pré-candidato à presidência do São Paulo, e José Ricardo Pécora, responsável por três das quatro cirurgias em Ganso, não há regra capaz de determinar tal propensão. “Se fizer uma ressonância [magnética] em qualquer atleta de alto nível, algum desgaste aparecerá. O Ganso está clinicamente recuperado”, diz Pécora.

A polêmica acerca da saúde do atleta ganhou repercussão após reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo em 25 de setembro em que o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, teria dito que o atleta tem uma “doença incurável’’. À PLACAR, o dirigente negou. “Não teria me empenhado tanto em segurá-lo se acreditasse nisso.”

Outra questão médica delicada envolvendo o astro foi o período de recuperação de sua segunda artroscopia, realizada no último dia 25 de maio, no joelho direito. Ganso voltou a jogar em 18 dias. Superou a previsão otimista do próprio estafe médico santista, de voltar em 20 de junho. “Nessa última artroscopia fizemos apenas uma limpeza de resíduos da cirurgia anterior”, disse José Pécora. “O procedimento não levou 10 minutos. No outro dia, ele estava andando. Não teria sido liberado sem estar totalmente recuperado”, afirma.

O São Paulo evita correr riscos. Em meio às negociações com o Santos, Ganso sofreu uma lesão na coxa direita, no músculo do “arranque’’. Antes de chegar ao Morumbi, passou pelo consultório do chefe do Instituto do Joelho do Hcor, Rene Abdalla. O clube não pediu ao Santos os exames referentes às cirurgias anteriores. “Interessa como o atleta está agora”, diz o médico do Tricolor, José Sanchez. “Solicitamos só um resultado cardiológico, pois estava impossibilitado de fazer o teste na esteira.”

Ganso vive desde o fim de setembro em regime de internação no Núcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica (Reffis) do São Paulo. Dedica 8 horas diárias à fisioterapia, em dois turnos. Cicatrizada a lesão, iniciou o trabalho de fortalecimento muscular da coxa, em fase de conclusão. A última etapa antes de treinar em campo será um teste isocinético, que mede a força e o equilíbrio muscular. Enquanto isso, é expressamente proibido falar em data de retorno. “Não podemos forçar a volta. Não há pressa”, diz Sanchez.

A CABEÇA

O atleta abatido da seleção sumiu. No lugar dele, um homem que promete voltar melhor que em 2010.

Apatia o afastou da seleção de Mano

Ganso perdeu espaço na seleção brasileira. Oficialmente, ficou fora do amistoso contra a Suécia, em 15 de agosto, por razões técnicas. Segundo integrante da comissão técnica de Mano Menezes, no entanto, sua apatia nos treinos durante a Olimpíada de Londres é que o alijou da lista de convocados. Não teria demonstrado interesse em retomar a posição no meio, ocupada por Oscar. A lesão na coxa esquerda que o tirou da partida contra a Nova Zelândia fora leve.

A causa da apatia, afirmam pessoas próximas, era emocional. Vinha do prolongado litígio com o Santos. Para um de seus assessores, o boato que teria sido lançado por um de seus desafetos na Vila sobre seu corte da seleção devido à lesão na coxa foi a gota d’água. Ao fim da Olimpíada, mais decidido a mudar de ares, entrou no turbilhão das negociações entre Santos, DIS, Grêmio e São Paulo. “As discussões com o Santos foram muito desgastantes. Se foi para mim, imagina para ele”, contou o diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Batista.

Sua vontade de deixar o Santos era antiga. Em maio de 2011, em reunião convocada para discutir novo contrato, manifestou pela primeira vez, diante dos pais, do irmão e de dois representantes da DIS, sua intenção de sair. “A mãe foi às lágrimas. Pedi então que ele pensasse um pouco. Veio a final da Libertadores, o Santos ganhou, e resolveu ficar”, diz o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro. Após descrever a cena, o dirigente salientou que o atleta sofria demasiada influência de seus procuradores e, por isso, mudava constantemente de ideia.

Roberto Moreno, advogado da DIS, confirma ter aconselhado o atleta a trocar de casa. “No São Paulo ele é tratado como estrela. Fazia tempo que não o via sorrindo como agora.” Terminada a novela , dirigentes e médicos do São Paulo relatam estar impressionados com a motivação da nova estrela. “Vou voltar melhor que em 2010.” A frase virou mantra nas estafantes sessões de fisioterapia.

BLINDADO PARA JOGAR BEM

Direção e comissão técnica do São Paulo decidiram blindar o jogador para evitar polêmicas durante sua recuperação. Resolveram emitir boletins médicos no site do clube apenas às sextas-feiras, limitar o número de entrevistas e restringir aos profissionais do departamento médico o acesso à sala de fisioterapia.

O craque chegou a cancelar compromissos comerciais. Foi orientado a marcá-los aos domingos. “A melhor estratégia para recuperar sua imagem é fazê-lo voltar a jogar bem. E isso depende de uma recuperação física tranquila”, afirma o vice-presidente de marketing são-paulino, Júlio Casares.

SEJA FEITA A VONTADE

No dia 31 de agosto, dois dias depois de Ganso ter sido alvo de moedas na Vila Belmiro, a diretoria do Santos fez a derradeira tentativa de mantê-lo no time. Ofereceu uma bonificação de 270000 reais por seis meses. Em sua sala na Vila Belmiro, o presidente do clube, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, apresentou à reportagem da PLACAR originais de todas as propostas formalizadas ao atleta, desde 2010.

Para o advogado Roberto Moreno, representante da DIS, as propostas não interessavam, pois “abocanhavam” larga fatia da maior fonte de renda do atleta. Em uma das contrapropostas, a DIS pede 850000 reais mensais de pagamento por direitos de imagem, elevando o salário do meia para 1 milhão de reais.

Pelo São Paulo, o diretor de futebol Adalberto Batista foi quem participou mais ativamente. Encaminhou quatro propostas. “A cada reunião, mudava tudo e voltávamos à estaca zero.”

O presidente Juvenal Juvêncio só participou da negociação quando o Grêmio entrou na disputa. Ligou para Ganso e pediu para que conversasse com Pita, ex-meia de Santos e São Paulo, sobre as vantagens de mudar para o Morumbi. E que, se fosse verdade, que falasse ao presidente do Santos sobre sua vontade de deixar o clube. Foi o que ele fez.

A IMAGEM

Longe das confusões que o cercaram na Vila, Ganso confia que a chance de voltar a lucrar está condicionada a um único fator: jogar bem novamente

No Morumbi: apresentado como o maestro

Manter 100% dos ganhos com ações de marketing sempre foi o ponto em que Ganso e seu estafe se mantiveram irredutíveis nas negociações com Santos e São Paulo. Fizeram prevalecer
essa condição para fechar com o time do Morumbi, que pode explorá-lo só institucionalmente, como garoto-propaganda do programa sócio-torcedor, por exemplo. De 2010 a 2012, o Santos tentou trocar aumentos salariais por fatias (entre 30% e 50%) desses direitos, sem êxito.

Embora integralmente preservados, o astro não firma novos contratos grandes desde 2010. Da Procter & Gamble (Gillette), Pepsico, (Gatorade), Samsung e Nike, parcerias assinadas
naquele ano, ganha anualmente mais que o dobro em relação aos salários no Santos (130000 reais).

“Ele precisava sair do olho do furacão. As brigas no Santos se tornaram públicas e criaram um estigma negativo que afeta a imagem do atleta. Será mais fácil recuperá-la em outro clube” afirma Ricardo Hinrichsen, diretor da área de consultoria da Golden Goal, agência especializada em marketing esportivo.

O mais recente e definitivo desses atritos ocorreu no dia 29 de agosto, após o Santos perder por 3 x 1 para o Bahia, em plena Vila Belmiro. Ganso saiu de campo sob uma chuva de moedas
e gritos de “mercenário”. No fim da partida, o técnico Muricy Ramalho reuniu o grupo no centro do gramado e orientou que saíssem juntos, prevendo represálias ao meia. Mas o atleta não se esquivou. Parou abaixo da principal torcida organizada e atendeu os repórteres. “Mercenário, eu? Tenho um dos salários mais baixos do time.” Foi sua última partida com a camisa do Santos.

A relação conflituosa começou em agosto de 2010, quando o atleta declarou ter sido “esquecido” após grave lesão no joelho esquerdo. Em dezembro do ano seguinte, 48 horas antes
do embarque para o Mundial de Clubes, afirmou ter vendido 10% de seus direitos econômicos ao grupo DIS. Depois houve rumores de uma transferência para o arquirrival Corinthians. E, durante a negociação com o São Paulo, voltou tudo à tona.

Em 23 de setembro, foi apresentado oficialmente no São Paulo. Desfilou pelo Morumbi antes da partida contra o Cruzeiro, pelo Brasileiro, com a mesma camisa 8 já envergada pelo ídolo Kaká. Dessa vez recebeu chuva de papel picado e fogos de artifício. No placar eletrônico, foi apresentado como “maestro do Tricolor”. E a festa, por enquanto, ficou por aí.

A GRANA DE GANSO

CONTRATOS

Patrocínios firmados em 2010 (anuais e em vigor)
– Procter & Gamble (Gillette)
– Nike
– Pepsico (Gatorade)
– Samsung

Patrocínios pontuais  (uma propaganda) firmados em 2010
– Seara
– Telefônica

Valor total por ano com patrocínios
R$ 3,9 milhões (não foram passados valores por marcas)

Patrocínios firmados em 2011 e 2012
Nenhum

SALÁRIOS

No Santos (de 2010 a 2015)
R$ 130000

Maior proposta no Santos
R$ 420000 (durante 6 meses)

No São Paulo (de 2012 a 2017)
R$ 300000

“Não vejo a hora de reger a orquestra”

Em sua primeira entrevista desde que iniciou a recuperação física, Ganso diz que apelou para infiltração na Libertadores, acha que o Santos poderia tê-lo tratado diferente na negociação e não vê a hora de voltar – mas sem pressa.

Ganso no São Paulo: ansioso para voltar ao gramado

Quando Mano Menezes não o convocou para enfrentar a Suécia, em agosto, disse em entrevista coletiva que você precisava definir seu futuro. Qual opeso dessa conversa na sua decisão de deixar o Santos?
Foi um papo tranquilo, mais para me preservar. Disse mesmo que eu precisava escolher logo para onde eu iria e assim voltaria a jogar bem e seria novamente convocado.

Você pareceu um tanto apático durante a Olimpíada…
Não, nada disso. Estava procurando meu espaço, mas a equipe foi definida nos amistosos em que eu fiquei de fora. Queria ter participado mais, lógico, mas temos de respeitar a posição do técnico de manter a formação que vinha atuando.

Ter voltado a jogar no Santos 18 dias após uma artroscopia prejudicou sua condição física em Londres?
Foi opção minha. Já estava me sentindo seguro. É normal perder condicionamento quando se fica um tempo fora. Nessa parte, talvez pudesse ter trabalhado mais um tempo.

Chegou a recorrer a infiltrações durante alguma recuperação?
Só uma vez.

Quando?
Na partida contra o Vélez, pelas quartas [Libertadores], antes da última cirurgia. Vinha jogando com muita dor [no joelho direito].

O presidente do Santos [Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro] afirmou que você chegou a aceitar “de boca” algumas propostas de reajuste salarial e depois recuava, não mantendo a palavra. O que exatamente não o agradou nas ofertas do clube?
Em nenhum momento eu topei. Procurei sempre tentar melhorar a situação em meu favor, apenas isso. Como não chegamos a um acordo, não saiu um novo contrato.

Mas era por causa do percentual pedido pelo Santos na exploração de seus direitos de imagem?
Nem tanto isso. É que às vezes algumas conversas demoraram um pouco demais para chegar em mim. Essa demora dificultou bastante.

Você se sentiu desvalorizado?
Não na questão de salário, nada disso. Acho que o tratamento poderia ter sido diferente. E a definição do acordo, mais tranquila.

Como ficou a cabeça em meio a essa negociação entre Santos, DIS e São Paulo?
Quando estou fora de campo, uma vez ou outra vem à cabeça, bate alguma dúvida, é normal. Mas quando entro em campo esqueço tudo.

E o episódio das moedas, na Vila Belmiro? Arranha sua imagem de alguma forma?
Fiquei triste pelo que aconteceu. Primeira vez na minha vida que passei por uma situação daquela, sendo que tinha um dos menores salários do elenco. A torcida age de acordo com a emoção. Mas já passou, agora tenho de seguir a minha vida. Voltando a jogar bem, tudo se acerta.

Qual a diferença entre Santos e São Paulo?
O São Paulo tem uma estrutura muito boa. Foi um dos primeiros clubes do Brasil a investir pesado em centro de treinamento, academia, parte médica. Nesse ponto está um pouco à frente dos demais.

Em qual estágio está sua recuperação física?
Chegando à parte final. Venho exercitando a musculatura de manhã e à tarde para poder ter segurança na execução dos movimentos de campo. Em seguida vou fazer o isocinético, para testar a musculatura e o equilíbrio.

Ansioso?
Sim, mas sem pressa. Não vejo a hora, como o pessoal costuma brincar aqui no São Paulo, de começar a reger a orquestra.

Direção do São Paulo testa a honestidade de Marin ao mandar ofício pedindo que seus jogadores não sejam convocados.

9 nov

De Vitor Birner

José Maria Marin, em entrevista ao Cartão Verde do dia 4 de setembro, foi claro e direto ao tratar da liberação de jogadores convocados para a seleção brasileira.

“ Isso se resolve facilmente. Cada dirigente, ou presidente, que julgar que sua equipe está sendo prejudicada pela convocação, mande um ofício à CBF, assine o ofício, e certamente eu vou atender o pedido”

A cartolagem, com medo dele, dos empresários e até dos próprios jogadores, reclama na imprensa, fala sobre o seu seu descontentamento, mas não manda o tal ofício.

http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2012/10/08/marin-garante-que-libera-jogadores-dos-amistosos-da-selecao-cartolas-dos-clube-so-precisam-pedir-mas-tem-medo-e-interesses/

O São Paulo finalmente tomou a atitude.

Documentou o pedido de não convocação de seus funcionários para o superclássico das trevas, aquele que não aconteceu por falta de luz,  entre o catadão hermano e a seleção brasileira formada por jogadores que atuam em nosso país.

No mesmo dia de Argentina x Brasil está marcada a semifinal da Copa Sul-Americana.

Vamos aguardar para saber se Marin cumprirá a palavra e se futuramente haverá alguma espécie de retaliação.

Os dirigentes dos outros clubes poderiam pegar o embalo e fazer o mesmo.

Os do Grêmio, por exemplo, talvez sejam forçados a mandar o ofício, pois a equipe gaúcha, se eliminar o Millonarios da Colômbia, vai encarar o São Paulo.

Caso Marin coloque em prática o que prometeu, a iniciativa são-paulina poderá ajudar, de hoje em diante, todas equipes brasileiras que forem perder jogadores em confrontos importantes.

Isso, claro, se os dirigentes delas trocarem o medo pela ação importante para os clubes que administram.

Quantos pontos o Santos teria no Brasileirão caso Neymar não passasse tanto tempo recebendo salário do Peixe e defendendo a seleção?

Citei o melhor atleta do Brasil porque é o exemplo mais claro. Há outros.

Obviamente, não cabe a nenhum boleiro a iniciativa de pedir dispensa do selecionado nacional.

Os cartolas devem assumir tal responsabilidade.

O vídeo abaixo tem a afirmação de Marin sobre a liberação de atletas para quem mandar ofício. Assista do vigésimo primeiro minuto em diante.

Em reapresentação, Ganso rouba a cena e exibe ‘velha forma’ em treino.

5 nov

Camisa 8 participa de atividade com minigols e distribui passes precisos. Em seguida, participa de treinamento com o campo reduzido e completa com exercício físico.

O elenco do São Paulo se reapresentou na tarde desta segunda-feira no CT da Barra Funda, e a grande novidade foi a presença do meia Paulo Henrique Ganso. O novo camisa 8 do Tricolor participou de atividades entre os jogadores que não atuaram os 90 minutos diante do Fluminense, no domingo. Os titulares ficaram na academia, no trabalho regenerativo.

Em um treino com dois minigols, em uma faixa lateral do campo, Ganso participou da atividade ao lado de Willian José e Henrique Miranda. Na primeira parte, contra o time composto por Casemiro, Cícero e Lucas Farias. Em seguida, diante de Cañete, João Filipe e Ademilson.

Sem apresentar cansaço, Ganso exibiu um bom repertório. Dribles rápidos, passes precisos e a técnica apurada apareceram em campo. O camisa 8 deu um “rolinho” e até marcou um gol contra, ao tentar afastar uma jogada aérea. Posteriormente, Ganso já se preparava para deixar o gramado e sentar no banco, contudo, o auxiliar técnico Éder Bastos pediu para que ele continuasse nas atividades e o meia acatou.

Em seguida, após a atividade, Ganso participou de um treino com o campo reduzido. Divididos em dois times, Ganso ocupou mais a faixa central do gramado, distribuindo bons passes e deixando os jogadores em boas condições para finalizar.

Depois de mais de uma hora em atividades, Ganso fez um trabalho físico em separado, com corridas na lateral do campo por pouco mais de 30 minutos. Enquanto isso, o restante do grupo fez uma série de finalizações ao gol.

A comissão técnica e os médicos do clube não definiram a data para a estreia do meio-campista. Pela evolução nos exercícios, a expectativa é a de que o camisa 8 atue ainda nesta temporada.

Os titulares atuaram contra o Fluminense ficaram apenas na academia, fazendo trabalho regenerativo.

Coluna do Zanquetta: Um novo São Paulo.

5 nov

Ney Franco.

O time está redondo. Alguém pode falar que o time não está armado ou treinado. Balela pura. Ney ajeitou este time de verdade e os jogadores sabem o que fazer. Contra um time como o Fluminense o que fez a diferença foi que nos faltou um jogador crucial para o sistema defensivo: Paulo Miranda.

A ausência dele que vinha sendo o melhor do time disparado, foi o que nos faltou contra uma equipe que nos atacou sempre pelo setor direito. O fato de Lucas não efetuar boa partida também pesou. O Fluminense fez mais volume e o São Paulo após fazer o gol, parou de jogar e não aproveitou para matar o jogo quando podia com erros crassos de passes. Ganso vem aí para resolver isto.

No mais, a estabilidade foi excelente. A postura do São Paulo é ótima e o time tem esquema, liga, funciona. Parabéns, Ney Franco e jogadores por trabalharem duro e acreditarem muito e se dedicarem. É assim que se faz um grupo vencedor. O início é este e os resultados estão aparecendo bem e tenho orgulho deste time hoje. Contra um timaço, foram bem demais e jogamos de igual para igual.

E para o ano seguinte, temos tudo para um 1o semestre glorioso com os novos planos. Tendo um lateral direito que sabe atuar pela direita além de Paulo Miranda, o time trabalha com o nome de Fucile do Santos e de Cicinho da Ponte Preta.

Pela esquerda, podemos ter a volta de Juan ou Carletto para atuar no lugar de Cortez quando se lesionasse. De volantes, Ney quer apenas um jogador para a perspectiva da perda de Denílson em meados de 2013. Os jovens João, R. Caio e Zé Vítor podem surgir. Rafael Carioca foi o pedido de Ney mas um jovem pode pintar através do Sonda.

Mais alguns destaques falarei abaixo separadamente. Mas, creio que com jogadores que se destaquem, que tenham brilho individual e assumam o desequilíbrio quando o conjunto é forte como é agora, ano que vem promete muito mais.

Um novo São Paulo pós 05-08. Finalmente!

Lugano. 

O bafafá já é tão grande pelo jogador que até dizerem que ele e RC não ficarão no SPFC por causa das eleições de 2014 onde eles apoiariam MAC contra JJ. Vejam que esta semana, André Kfouri emitiu nota confusa sobre RC e nem mesmo Plihal que é um grande amigo, falou nada. Especula-se que escreveu a pedido de Plihal que repassou as informações de que JJ teria mandado Ney Franco peitar o goleiro.

Falou até mesmo que a renovação dele estaria em risco por isto. Quando consultaram RC, ele respondeu rispidamente que ainda não viu contrato na mesa para saber se ficará. Postura ridícula dele e se há este embate político deste modo, nota negativa para JJ. Incrível esta situação. E MAC, se está criando esta complicação, prefiro nem comentar agora…

Diego Souza.

Ele quase veio no meio do ano. O empresário dele falou com JJ para o lugar de Lucas ao lado de Luis Fabiano no ataque, função que arrebentou no Vasco. Muricy pediu com veemência o jogador para Laor e o preço que nem é caro, pode azedar de vez as coisas por lá. Então farão forte tentativa. E Tite, quer o jogador como quer Kléberson, ex Seleção 2002, aquele mesmo. Tite acha que o caminho é ter meias bons e marcadores de gols que toquem e conduzam bem a bola. Diego Souza encaixa perfeitamente aí. A briga será feia para ver quem contará com ele…

Dúvida da vez:

Manter ou não Will J? 

William José tem apenas 20 anos. Chegou tímido, não conseguia se adaptar. Com Leão, ganhou confiança e começou a marcar gols. Com a volta de Luis Fabiano, sumiu, murchou de novo e passou a errar lances simples, como antes.

Agora, com os gols, fica a dúvida: vale a pena não renovar e liberar um garoto de apenas 2o anos com o potencial que ele tem? Ao mesmo tempo, vale a pena manter um jogador tímido que na hora H não corresponde? Não adianta falar do jogo com a LA U, porque ninguém esperava e até o mais otimista ficou perplexo.

Só mesmo Ney Franco acreditou nele como contra a LDU de Loja. Né RC? Fica a questão: libera ou renova mesmo já apalavrado com Aloísio e tendo Luis Fabiano?

Lucca. 

Mesmo após quebrar o joelho e ficar de molho por meses, o Tricolor tem interesse nele. Vale tanto assim?

Kieza.

Ofereceram o jogador ao São Paulo. Alguém acha uma boa mesmo o São Paulo interessado em Carlos Eduardo,  Diego Souza, Dudu e Negueba que já está certo?

Fabrício. 

O jogador está motivadíssimo por ter a chance de voltar em 2013 e já pegar a equipe na LA. Ney Franco conta muito com ele e aquela raça e experiência dele no meio de campo, com certeza farão a diferença. Mesmo que seja no banco, ele pode passar muito. Imaginem que legal um time de líderes com RC, Lugano, Fabrício, Ganso e LF, por exemplo?

LG de novo? 

Com a permissão da Globo de se falar o nome das empresas patrocinadoras dos estádios, a LG que saiu de patrocínios esportivos de camisas, está interessada e já fez oferta para o clube. Quem me enviou a notícia foi nosso amigo Álvaro Ferraz. Consultei e o problema é de conflitos entre a Semp que estampa a marca na camisa com um rival no naming & rights. O Tricolor ainda estuda a situação mas a LG está confiante. Você aprovaria?

Cadeiras Vermelhas Patrocinadas? 

Além de trocar as cadeiras azuis, laranjas   etc, por unicamente vermelhas, o Tricolor estuda vender para um patrocinador desenhos e propagandas de marketing que estampem as cadeiras. E que eles mudem ao longo do tempo. Será que ficaria interessante?

MMT Pagando ao São Paulo. 

De novo, aqueles que tentam atrapalhar e trazer problemas para o São Paulo FC, foram condenados e perderam os  recursos na justiça. Toma!

Denúncias da base.

O jornalista que divulgou a notícia e disse que apuraria, sumiu. Cadê ele com o Pelé da base, o tal Romário?

Alexandre Zanquetta

alexandrezanquetta@uol.com.br

twitter.com\blogdosaopaulo