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Artilheiros marcam após falha de zagueiros, e São Paulo e Flu não saem do empate.

4 nov

Renan Prates e Renan Rodrigues

Do UOL, em São Paulo

O jogo teve clima de decisão, mas teve um resultado que frustrou ambas as equipes. Com gols dos artilheiros Luis Fabiano e Fred (16 a 17 gols no Brasileirão, respectivamente) após falhas dos zagueiros Gum e Rafael Toloi, São Paulo e Fluminense empataram por 1 a 1 neste domingo no Morumbi.

O resultado obtido neste domingo pode reduzir a diferença do Fluminense na liderança para seis pontos (73 a 67), se o Atlético-MG fizer a sua parte e derrotar o Coritiba fora de casa pelo complemento da rodada. Já o São Paulo vê a diferença para o terceiro colocado, Grêmio, aumentar para quatro pontos (63 a 59).

Sem Deco, com estiramento na coxa direita e Wagner, com pubalgia, o técnico Abel Braga apostou em uma formação mais ofensiva no Fluminense com três atacantes – Rafael Sobis pela esquerda, Fred no meio e Wellington Nem na direita. Ney Franco também escalou o São Paulo no 4-2-3-1, com o retorno de Luis Fabiano ao comando do ataque.

O Fluminense começou melhor na partida ao aproveitar os lados do campo, pois o São Paulo tinha dois laterais que marcam pouco, Douglas e Cortez. O time da casa apostou nos contra-ataques. Mas foram poucas as chances de gol em um duelo muito truncado e estudado.

Bem marcados, Luis Fabiano e Fred pouco produziram na primeira etapa. O Fabuloso reclamou muito de uma não marcação de recuo de bola do árbitro Heber Roberto Lopes e levou o cartão amarelo. Mas o camisa 9 do São Paulo conseguiu uma bela jogada individual no fim do primeiro tempo que terminou com um chute por cima do gol de Diego Cavalieri.

O São Paulo afunilou muito o jogo pelo meio. Lucas atuou praticamente como um meia armador, muito perto de Jadson, Osvaldo e Luis Fabiano. Preocupado com Rafael Sobis, Douglas pouco avançou pela direita e não conseguiu ocupar o espaço que ficou naquele setor.

Exposto na direita, Douglas pediu para o time da casa arrumar a marcação no segundo tempo. “Tem que estar acertando esses detalhes para não tomar esse sufoco”.  Thiago Neves também percebeu que o caminho do Fluminense é atacar no setor do lateral-direito do São Paulo. “O Carlinhos [lateral-esquerdo] está subindo bem”.

Ney Franco não mexeu no São Paulo no intervalo, apenas inverteu Osvaldo e Lucas de posição e deixou Wellington na cobertura de Douglas. Após uma falha bisonha de Gum, Luis Fabiano não perdoou e abriu o placar, completando para o gol de forma desequilibrada. O Fabuloso se tornou o maior artilheiro do tricolor paulista na história do Brasileirão, com 84 gols.

O São Paulo recuou demais após o gol e o Fluminense tomou conta da partida. O tricolor paulista apostou nos contra-ataques. Rogério Ceni fez uma defesa incrível em jogada de oportunismo de Fred. Na cobrança de escanteio, Rafael Toloi, mesmo caído, evitou o que seria outra chance clara de gol dos visitantes.

Mas o mesmo zagueiro que evitou gol do Fluminense retribuiu a ‘gentileza’ de Gum ao deixar Samuel, que entrou no lugar de Rafael Sobis, roubar a bola e dar de bandeja para Fred, artilheiro do Brasileirão, marcar o seu gol de número 17 na competição.

Ney Franco e Abel Braga ainda mexeram nas equipes – entraram Ademilson, Willian José, Diguinho e Higor, mas o jogo esfriou e São Paulo e Fluminense não saíram do empate por 1 a 1, com direito a uma boa defesa de Diego Cavalieri em chute de Ademilson no fim do jogo.

No returno, São Paulo deu troco nos rivais.

3 nov

saopaulofc.net

O São Paulo recebe o Fluminense neste domingo, às 17 horas, no Morumbi, novamente para se vingar neste Brasileirão. Com Luis Fabiano de volta ao time e Lucas em grande fase, o time poderá repetir o que tem feito neste returno: devolver a derrota do primeiro turno e recuperar os três pontos.

Das cinco derrotas ocorridas no primeiro turno até o confronto diante do Fluminense, o São Paulo se vingou quatro vezes: goleou o Botafogo (4×0) e a Portuguesa (3×1) e repetiu o resultado nas vitórias sobre o Vasco e Atlético Goianiense (2×0). O internacional foi a única equipe que saiu ilesa. Após vencer no Beira-Rio por 1 a 0, os gaúchos arrancaram empate no Morumbi (1×1).

“Isso revela o crescimento da equipe de um turno para o outro. Hoje temos uma equipe forte, reforçada e um padrão de jogo definido. Os atletas entenderam nossa proposta de jogo”, avalia Ney Franco, considerando, especialmente, a volta de Lucas da Olimpíada e a presença mais assídua de Luis Fabiano em campo.

Já o meia Jadson diz que a derrota para o Fluminense em São Januário (1×2) foi injusta e espera dar o troco no Morumbi.

“Naquele jogo fomos bem e não merecíamos ter perdido, mas já passou. Agora temos a chance de nos vingar e mais que isso, ficar mais perto da Libertadores”, revela o camisa 10.

A vingança sobre o Fluminense leva o time à liderança do returno. A equipe carioca soma 30 pontos e o São Paulo 27. Porém, um triunfo deixa o Tricolor paulista na frente pelo saldo de gols.

Cavalieri reencontra ‘carrasco’ e ídolo Rogério Ceni: “Mudou a posição de goleiro”.

3 nov

Renan Rodrigues
Do UOL, em São Paulo

Além do duelo entre os artilheiros Fred e Luis Fabiano, a partida entre São Paulo e Fluminense, neste domingo, às 17h, no Morumbi, promoverá outro encontro especial para os torcedores. O goleiro Diego Cavalieri, que vive grande fase com o time carioca nesta temporada e passou a ter o nome ‘cobrado’ para a seleção brasileira, e Rogério Ceni, ídolo do time paulista e que também está em bom momento após um começo de ano complicado por conta de uma grave lesão.

Os 11 anos de diferença de idade entre o camisa 12 das Laranjeiras e o número 01 do Morumbi fazem com que Rogério Ceni seja ao mesmo tempo ídolo e carrasco para Diego Cavalieri. Defesas que inspiraram e gols que enervaram o arqueiro revelado nas categorias de base do Palmeiras. Foi inclusive pelo time paulista, atualmente ameçado pelo rebaixamento, que Cavalieri sofreu o primeiro dos dois tentos de Ceni. O gol de pênalti, feito no Paulista de 2007, ainda está na memória.

“Jogamos algumas vezes contra, até quando eu estava começando no Palmeiras ele fez [um gol] de pênalti. É um cara que dispensa comentários, excelente goleiro, excelente profissional. Fora de campo é um cara exemplar também. Precisamos tomar cuidado com faltas perto da área”, alertou Diego Cavalieri.

Para o camisa 12 do Fluminense, a habilidade de Ceni com os pés exigiu que os outros goleiros do futebol brasileiro passassem a também treinar mais reposições e saídas de bola, evitando o habitual ‘chutão’.

“Ele contribuiu muito para a posição de goleiro pela habilidade com os pés, pelo o que faz dentro de campo. Falta ou pênalti é perigoso, pois a gente sabe a qualidade que ele tem batendo na bola. É um a mais que a gente tem que se preocupar porque a qualidade dele é muito grande. É a peça a mais que o time deles tem”, completou o goleiro do Fluminense.

Semelhanças na seleção

Se defenderam rivais paulistas, Cavalieri e Ceni possuem uma semelhança. Nas grandes fases, acabaram não recebendo chances na seleção brasileira. O ídolo são-paulino fez parte do grupo pentacampeão em 2002, mas não entrou em campo nenhuma vez. Disputou 17 partidas pelo Brasil, mas entre 2005 e 2007, nos seus melhores momentos, conviveu com a sombra de Marcos, Dida e Júlio César.

Diego Cavalieri vive a mesma situação atualmente. Apontado por muitos como um dos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro, ficou de fora das convocações do técnico Mano Menezes, que tem optado por Jefferson, do Botafogo. Porém, a postura tranquila, de evitar polêmicas, recebeu elogios do técnico Mano Menezes, que sinaliza com uma possível convocação após o Brasileirão.