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Felipão não é mais técnico do Palmeiras. Leão é o favorito!

13 set

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo

Luiz Felipe Scolari não é mais o técnico do Palmeiras. Em reunião realizada na tarde desta quinta-feira no clube, após a derrota por 3 a 1 para o Vasco, em São Januário, foi decretado o fim do ciclo do treinador à frente da equipe do Palestra Itália. O mais cotado para substituí-lo é Emerson Leão – ironicamente, predecessor do próprio Felipão na seleção brasileira, em 2001.

Além de Felipão, o auxiliar Flávio Murtosa também foi demitido, segundo nota publicada no site oficial do Palmeiras. Galeano, coordenador técnico, ainda balança no cargo. A diretoria ainda não anunciou quem comanda o time no clássico contra o Corinthians, domingo, no Pacaembu.

A diretoria já definiu que vai atrás de Emerson Leão, atualmente no São Caetano. Nairo Ferreira, presidente do Azulão, declarou à rádio Estadão/ESPN que não pretende liberar o treinador para o Palmeiras. O contrato dele com o clube do ABC vai até dezembro. Dorival Júnior, do Flamengo, e Paulo Autuori, que dirige a seleção do Qatar, são os outros cotados no Verdão.

A irregularidade vinha sendo a marca do Palmeiras de Felipão na temporada. A torcida alviverde comemorou muito a conquista da Copa do Brasil (em 11 de julho, ao bater na final o Coritiba), e a consequente classificação para a Libertadores de 2013. Por outro lado, o Verdão colecionou resultados negativos no Brasileiro, caindo para a penúltima colocação após a derrota desta quarta. Do título nacional até o duelo com o Vasco foram 16 partidas pelo Brasileirão, sendo nove derrotas, três empates e somente quatro vitórias.

A luta do Palmeiras agora é contra o rebaixamento para a Série B. Ao todo, o time comandado por Luiz Felipe Scolari somou apenas 20 pontos, estando a sete do Flamengo, o primeiro fora do indesejado Z-4. O Rubro-Negro tem ainda a vantagem de contar com uma partida a menos (23 contra 24), um duelo adiado com o Atlético-MG.

Esta foi a segunda passagem de Felipão pelo Palmeiras. Na primeira, entre 1997 e 2000, o técnico conduziu o Verdão a títulos incontestáveis e à condição de uma das principais equipes do futebol sul-americano. Entre as maiores conquistas estão a Taça Libertadores (1999), Copa Mercosul (1998), Copa do Brasil (1998) e Torneio Rio-São Paulo (2000).

Scolari seguiu sua carreira com trabalhos destacados pelo Cruzeiro (campeão da Copa Sul-Minhas em 2001), seleção brasileira (campeão mundial em 2002), seleção de Portugal (vice-campeão da Eurocopa em 2004), Chelsea e Bunyodkor, do Uzbequistão (campeão uzbeque em 2009), retornando ao Palestra Itália em 2010.

Confira os números de Felipão no Palmeiras

Total: (407 jogos, 192 vitórias, 111 empates, 105 derrotas)

Segunda passagem: (154 jogos, 65 vitórias, 47 empates, 42 derrotas)

2012 – 51 jogos, 22 vitórias, 11 empates, 18 derrotas
2011 – 65 jogos, 29 vitórias, 24 empates, 12 derrotas
2010 – 38 jogos, 14 vitórias, 12 empates, 12 derrotas
2000 – 46 jogos, 23 vitórias, 12 empates, 11 derrotas
1999 – 87 jogos, 41 vitórias, 21 empates, 25 derrotas
1998 – 78 jogos, 44 vitórias, 15 empates, 19 derrotas
1997 – 43 jogos, 19 vitórias, 16 empates, 8 derrotas

Felipão gera nova crise no Palmeiras e é acusado de tentar encobrir falhas do time.

11 set

Perrone

Felipão voltou a gerar turbulência no Palestra Itália com suas declarações. O departamento jurídico do clube foi bombardeado por críticas. Isso depois de o técnico dizer que o Atlético-MG trabalhou bem para colocar Bernard em campo e que se o Palmeiras trabalhar direito também vai conseguir bons resultados.

Há na diretoria quem queira agora caçar culpados pela suposta fraqueza palmeirense no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Mas Felipão não saiu ileso. É acusado por cartolas de ter agido com a intenção de desviar o foco de uma nova má atuação do time. Ele é mestre nessa arte, disparam seus críticos.

A alfinetada de Scolari também ressuscitou o antigo caso de Henirque, que expulso de maneira polêmica ficou fora da primeira partida da final da Copa do Brasil. O clube não conseguiu escalar o jogador no tapetão.

Torpedeado, o diretor jurídico Piraci de Oliveira explicou em sua página na internet que o Palmeiras não tinha como impedir o Galo de conseguir o efeito suspensivo para Bernard. O cartola reclamou de estar recebendo críticas injustas.

Questionado pelo blog, ele isentou Felipão e afirmou que as reclamações já aconteciam antes do jogo com o Atlético-MG.

Sobre Henrique, Piraci disse que o episódio não se encaixava nos casos em que é possível pedir efeito suspensivo, pois o recurso já tinha sido jugado antes da partida seguinte.

Assim, o Palmeiras começou uma semana decisiva na luta contra o rebaixamento em meio a um novo tiroteio. Certamente, a briga em nada ajudará a equipe em campo.