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SÃO PAULO DÁ PRESENTE A CENI NO JOGO 500, BATE O FIGUEIRA E ENTRA NO G-4.

14 out

Time chega pela primeira vez à zona da Libertadores. Nem queda de rendimento do anfitrião conseguiu animar o Figueirense, próximo da queda.

Rogério Ceni pisou no gramado do Morumbi pela quingentésima vez. A palavra é feia, mas a marca de 500 jogos na sua casa é rara e bela. Para presenteá-lo, o São Paulo resolveu dar o que o goleiro mais gosta: dedicação, raça, vontade e disposição. Receita que, mesmo executada por apenas 30 minutos, foi fatal para o frágil Figueirense. A vitória por 2 a 0 e mais a derrota do Vasco para o Santos pelo mesmo placar levaram o Tricolor pela primeira vez ao G-4 do Brasileirão. O time catarinense está ainda mais perto do rebaixamento.

Primeira vez também de um time paulista na zona de classificação à Libertadores de 2013. Com um roteiro esperado pelos 27.641 torcedores que foram ao Morumbi. Assistência do garçom Jadson, gol do artilheiro Luis Fabiano, que chegou a 15 na competição e 83 no estádio, igualando o recorde de Serginho Chulapa como maior artilheiro no local. .

O Figueira não mostrou nada que possa alentar sua torcida sobre a chance de ficar na Primeira Divisão. Sem força, sem reação, sem muito talento e sem ânimo. A equipe é penúltima na tabela, com 25 pontos, dez atrás do Bahia, o primeiro fora da zona de rebaixamento. Já o São Paulo chegou a 52 e abriu dois do Vasco.

Uma situação que pode ficar ainda melhor, já que na quinta-feira os comandados de Ney Franco receberão o lanterna Atlético-GO no Morumbi. Na quarta, o Figueirense vai ao Beira-Rio para mais um difícil duelo. Agora diante do Internacional, outro postulante à Libertadores.

No Morumbi, Luis Fabiano iguala Chulapa, e Ceni vibra no jogo 500

Parecia um replay dos últimos dois jogos, contra Palmeiras e Vasco. O São Paulo amassou o Figueirense aos poucos, como manda o figurino do anfitrião que é muito superior tecnicamente. Com uma marcação adiantada e passes rápidos, o surpreendente Paulo Miranda criou a primeira chance em um chute de pé esquerdo.

As laterais eram mesmo o caminho. Cortez passou por Elsinho com belos dribles, mas não conseguiu acertar o cruzamento. O Figueirense tinha Ronny e Julio Cesar alinhados no meio e Aloísio isolado na frente. O centroavante, que tem grandes chances de mudar de lado e defender o São Paulo no ano que vem, tentou fazer o pivô para os companheiros, que não aproveitaram. Depois, tentou para ele mesmo, num giro rápido que terminou em finalização ruim.

“Que inveja desse Luis Fabiano…”, deve ter pensado o provável futuro companheiro. Além de todo seu talento, tem um assistente como Jadson. O camisa 10, que alguns torcedores insistem em não valorizar, cobrou escanteio na cabeça do Fabuloso, que, sozinho, aos 13 minutos, abriu o placar, beijou o símbolo e apontou para o “aniversariante” Ceni, que retribuiu com aplausos. Foi a nona assistência de Jadson, que disputou todas as 30 partidas do São Paulo na competição.

O gol fez o time aumentar a marcação no campo de ataque. Em chegada rápida, Osvaldo e Luis Fabiano tentaram, Helder salvou o Figueira uma vez, mas não impediu que Douglas, após passe de Maicon, fizesse o segundo, aos 20 minutos. E dá-lhe aplausos de Ceni. Sem pressão dos catarinenses, o goleiro devia estar gelado na fria tarde paulistana. Tanto que correu para bater uma falta no ataque e acertou a barreira.

O Figueirense adiantou sua linha de meio, com Coutinho e Claudinei, e o time ficou mais compacto. Equilibrou mais a partida, mas não o suficiente para assustar a torcida.

São Paulo diminui ritmo, mas Figueira não reage

O segundo tempo começou com as arquibancadas em polvorosa graças ao placar eletrônico, que anunciou o segundo gol do Santos sobre o Vasco na Vila Belmiro. Mas a passividade do São Paulo diante de um Figueirense sem recursos desanimou o público. Demorou mais de dez minutos para a equipe acordar nos pés de Osvaldo, que deu duas arrancadas. Nada sensacional, mas os tricolores só precisavam de um empurrãozinho para fazer festa.

Tanto que morreram de rir e vaiar quando o árbitro Leandro Vuaden se chocou com Jadson, impediu um contra-ataque tricolor e acabou levando a pior. Teve até que ser atendido pelo departamento médico do São Paulo. Dor na mão e dor no ouvido, que sofreu com as reclamações de Luis Fabiano. O atacante caiu, caiu, caiu… E nada de falta marcada.

O jogo seguia no marasmo, a temperatura baixava e Rogério se aquecia. As chegadas do Figueira, principalmente com Julio Cesar pela esquerda, não levavam perigo. O goleiro quase comemorou novamente quando Jadson chutou de longe e a bola raspou a trave de Wilson. Depois, o meia achou Luis Fabiano livre na área, mas o toque do centroavante foi muito forte.

Apesar da queda de rendimento de jogadores como Douglas e Maicon, Ney Franco demorou demais a mexer. Casemiro e Cícero entraram tarde demais, aos 36 minutos. O técnico colaborou com o marasmo que tomou conta do Morumbi. Aloísio teve boa chance quando Julio Cesar deixou a bola passar de propósito, mas finalizou muito mal. Depois, arriscou uma bicicleta e, finalmente, fez Ceni trabalhar.

“Tá chegando a hora”, cantava a torcida. O jogo ruim fez com que ela demorasse a chegar. Mas chegou! O São Paulo completou três vitórias seguidas, três jogos consecutivos sem sofrer gol, sete sem perder, e alcançou o tão sonhado G-4. A Libertadores começa a virar realidade.

deu certo

Maicon

Maicon jogou no lugar de Denilson e ajudou o ataque, inclusive com assistência para o gol de Douglas, o segundo da vitória tricolor.

arbitragem

Acidente

Leandro Vuaden não deu nenhum cartão amarelo e apareceu quando se chocou com Jadson e machucou a mão durante a partida.

deu errado

Estratégia

A tática do Figueirense de isolar Aloísio no ataque foi ineficaz. Quando ele ganhou ajuda, o jogo já estava definido.

 

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Luis Fabiano e Douglas batem bola e aumentam chances de retorno.

23 ago

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A três dias do clássico contra o Corinthians, Luis Fabiano e Douglas foram a campo para treinar com bola na tarde desta quinta-feira, no CT da Barra Funda. Sem acusar dores durante o trabalho com os demais jogadores, ambos devem atuar no domingo, no Pacaembu.

O atacante não joga desde 1º de agosto, quando sofreu estiramento na coxa esquerda diante do Bahia, na estreia da Copa Sul-americana. Pelas três semanas em recuperação, perdeu seis compromissos do Campeonato Brasileiro (contra Sport, Fluminense, Grêmio, Náutico e Ponte Preta) e a partida de volta do torneio continental.

O camisa 9 é o artilheiro da temporada, com 20 gols em 26 partidas. Caso seja confirmado pelo técnico Ney Franco, disputará seu primeiro clássico contra o Corinthians desde que retornou ao clube do Morumbi, em março de 2011 – nas outras três oportunidades, desfalcou por lesão.

Já Douglas foi baixa nos dois últimos jogos em função de contratura na coxa esquerda. O lateral direito se mostrou bem fisicamente no treino técnico com bola, nesta quinta-feira, e fica à disposição da comissão técnica.

Por conta da suspensão de Cortez pelo terceiro cartão amarelo, é possível que Ney Franco escale Douglas até no lado esquerdo do time, pois o zagueiro Paulo Miranda, seu substituto pela direita, correspondeu bem e ganhou elogios do treinador.

A definição da equipe deve ocorrer no treino de sexta-feira pela manhã, cuja primeira parte a imprensa não terá acesso. Os jogadores assistirão a imagens sobre o Corinthians e, em seguida, irão a campo para ensaiar a formação titular distante das câmeras.

O São Paulo é o oitavo colocado da competição nacional, com 28 pontos, quatro a mais do que o rival e seis abaixo da zona de classificação para a Copa Libertadores. O duelo, válido pelo encerramento do primeiro turno, será às 16 horas (de Brasília) de domingo, no Pacaembu.