Tag Archives: DIS

Presidente do São Paulo conta com Ganso para encher Morumbi.

23 set

Perrone

Entrevista com Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo.

A contratação do Ganso significa que o São Paulo trocou mesmo a filosofia de contratar jogadores baratos, em fim de contrato, por reforços caros?

Não é exatamente uma troca de filosofia, mas o aprimoramento da visão de que o clube precisa de ídolos. Primeiro que quando contratamos jogadores de graça é por incompetência dos nossos concorrentes. Se eles tiverem a mesma eficácia que nós, também vão achar atletas livres de seus clubes. Mas entendo que falar que o clube legal, modelo, faz isso é uma notícia que rende leitura.

 Vamos continuar procurando jogadores baratos. Mas houve o aprimoramento da visão de que o clube precisa de mais ídolos para atrair o torcedor. A receita de bilheteria não expressa as necessidades do clube, mas a presença do torcedor expressa. A receita da venda de ingressos não é a mais importante, mas ter o torcedor no estádio é fundamental, pois ajuda a movimentar tudo em volta. E o Ganso é um jogador jovem, talentoso, que atrai o torcedor. Ele vai ser importante não só dentro de campo, com sua técnica, mas também para levar mais gente ao estádio.

O senhor não negociava com empresas. Agora se juntou à DIS para trazer o Ganso. Mudou sua opinião em relação a elas?

Não dá para ignorar que empresas, grupos de investidores e até bancos agora têm participação nos direitos de jogadores. É uma realidade. Não tem como você fugir.  Mas o negócio com a DIS foi pontual. Existia um jogador de 22 anos insatisfeito no Santos, o clube estava insatisfeito, e a empresa também. O esporte não se pratica sem alegria. Então tentamos a negociação. Foi um caso pontual. Não conversamos com a DIS sobre outros jogadores. Vamos continuar formando atletas como ninguém faz.

Chegou a pensar que a contratação não daria certo? Ficou magoado com o Santos?

Teve um momento em que pensei: “vou perder o negócio”. Foi quando o Adalberto [Baptista, diretor de futebol] me ligou à meia-noite, dizendo que o Grêmio tinha entrado no negócio e que o Luxemburgo telefonou para o Ganso. Pensei, tenho que entrar nisso. Liguei para o Luis Alvaro [presidente do Santos] pedi para ele decidir. Um amigo do jogador colocou o Ganso para falar comigo pelo telefone. Disse que se ele queria jogar no São Paulo teria que deixar isso bem claro, era a única forma. Ele fez isso num dia, e no outro ficou resolvido que ele viria para o São Paulo. O Santos mudou várias vezes de posição durante a negociação, houve um desgaste, mas passou.

Muita gente fala que o Ganso tem o perfil do São Paulo…

Ah, ele tem. O Pita [ex-jogador de Santos e São Paulo] é amigo do Ganso e falou isso pra ele. Disse: “já joguei lá, e sei que você vai se dar bem”. Ajudou muito ter uma opinião favorável.

Anúncios

Ganso assina contrato de cinco anos e, enfim, é jogador do São Paulo.

21 set

Após longa negociação, reviravoltas e concorrência do Grêmio, jogador bate o pé e Santos aceita receber R$ 23,9 milhões para vender o meia.

Por Adilson Barros, Alexandre Lozetti, Marcelo Hazan e Marcelo PradoSão Paulo e Santos, SP

Ganso é do São Paulo pelos próximos cinco anos. Foram 32 dias de novela desde que a primeira proposta foi oficializada pelo meia. Uma novela com reviravoltas, romances, separações, brigas e final feliz para o Tricolor e o jogador, que sempre torceu pelo sucesso da negociação. No começo da madrugada desta sexta-feira, enfim, o clube acertou a contratação junto ao Santos, que vai receber R$ 23,9 milhões, um pouco mais do que os 45% dos direitos econômicos que possuía.

O meia foi à Vila Belmiro e assinou a rescisão e o novo contrato, pouco antes da 1h desta sexta. Cerca de dez minutos depois o nome e a foto dele já não constavam mais no site oficial do Santos, na relação do elenco principal.

Os dois clubes, porém, só confirmaram a notícia em suas respectivas páginas na internet por volta das 2h20. A nota oficial do Santos é extensa – tem 13 tópicos explicando a negociação, sendo o principal problema a pendência judicial com a DIS (veja abaixo a íntegra da nota, no fim da matéria).

– Conquistei e construí minha história aqui. Tenho a consciência de que fiz meu melhor. Saio com a sensação de dever cumprido – disse Ganso, às 2h40, ao deixar a Vila Belmiro.

– Todo o esforço valeu a pena – emendou Adalberto Baptista, diretor de futebol do São Paulo, ao lado do meia.

Na nova divisão, o Tricolor, que desembolsou R$ 16,4 milhões, terá 32% dos direitos de Ganso, enquanto o DIS, que injetou R$ 7,5 milhões para viabilizar a transferência, amplia sua porcentagem sobre o atleta de 55% para 68%.

“Em um momento da negociação, fiquei preocupado, de tão cansativa que ela estava, mas nunca desisti. Tive proposta do Santos, do Grêmio e do Flamengo, mas o São Paulo foi o que mais mexeu com meu sentimento” – Ganso.

No futuro, se o São Paulo vender o jogador por um valor superior, o clube da Baixada ainda terá direito a 5% do lucro obtido pelo rival. Na quarta, pela manhã, o Santos aceitou a nova proposta, mas avisou que não liberaria Ganso enquanto as pendências jurídicas com a DIS não fossem resolvidas. Ocorreram novas reuniões, inclusive com a participação do jogador, que faltou três dias seguidos a sessões de fisioterapia no CT Rei Pelé e exigiu uma definição das partes. À noite, na Vila Belmiro, o martelo foi batido. Antes, porém, Ganso já havia posado para fotos e gravado um depoimento para a equipe do site oficial do Morumbi.

– O que mais pesou foi o histórico do clube, com sua história de grandeza, conquistas e ídolos. Muitas pessoas conversaram comigo, como o Pita (ex-jogador que trocou o Santos pelo Tricolor em 1984), que mostrou um pouco mais da importância do São Paulo no futebol mundial – disse Ganso.

– Em determinado momento da negociação, fiquei preocupado, de tão cansativa que ela estava, mas nunca desisti. Foi tudo feito de forma consciente e da maneira correta e hoje posso dizer que estou muito feliz por acertar com o São Paulo. Durante todo esse tempo tive proposta do Santos, do Grêmio e do Flamengo, que são todos grandes clubes, mas o São Paulo foi o que mais mexeu com meu sentimento. O clube me deixou com muita vontade de jogar e representar bem essa camisa, retribuindo também todo o carinho que venho recebendo dos torcedores. Estou muito feliz. Uma alegria muito grande. É um sentimento único poder representar esse grande clube de nosso país – emendou o meia.

O primeiro acordo verbal entre as partes foi fechado na noite da última sexta-feira,quando São Paulo e DIS se reuniram, acertaram uma composição financeira e informaram ao Santos que pagariam o valor exigido. Nesse mesmo dia, à tarde, Paulo Henrique conversou com o presidente Juvenal Juvêncio por telefone e reiterou seu desejo de atuar no Morumbi.Porém, na última segunda, para surpresa de todos e desespero de Ganso, o Comitê de Gestão que administra o Santos mudou de ideia e disse ter recusado a oferta, despertando uma série de versões conflitantes sobre o motivo de o acordo de sexta não ter sido formalizado.

O Peixe afirmou que o documento não atendia aos interesses do clube. O grande problema foi o desejo de que o DIS aceitasse retirar as pendências judiciais que tem com o Santos, relativas às vendas do volante Wesley e do atacante André para Werder Bremen e Dínamo de Kiev, respectivamente, em 2010. A exigência revoltou os investidores, que recentemente ganharam na Justiça o direito de penhora de 20% das receitas do clube. No acerto, ficou decidido que, em vez de dinheiro, o Santos passaria a ter o CT Meninos da Vila penhorado.

Outro fator divergente era a forma de pagamento. O Santos gostaria de receber à vista, mas o São Paulo se propôs a pagar R$ 12 milhões imediatamente e os R$ 11,8 milhões restantes até o fim de janeiro de 2013 – isso, claro, já incluindo aí o montante que seria bancado pela DIS, já que o investimento total do Tricolor seria mesmo de R$ 16,4 milhões..

Na terça-feira, houve o segundo acerto. Juvenal e Adalberto Baptista, diretor de futebol do São Paulo, se encontraram com Luis Alvaro pela manhã e resolveram as pendências entre eles. O Tricolor topou os termos exigidos e enviou a proposta com pagamento à vista.

Meia jogou ao lado do Tricolor paulista

A vontade de Ganso foi determinante. Primeiro ele demonstrou a Laor toda sua irritação pela recusa da oferta. Depois, em contato com Vanderlei Luxemburgo, reafirmou que queria jogar no São Paulo, o que provocou a desistência do Grêmio de contratá-lo. O desejo de Laor era ver Ganso na equipe gaúcha, para que ele não atuasse num rival estadual, mas esbarrou na resistência do atleta e do DIS. É que Delcir Sonda, presidente do grupo, é parceiro e torcedor do Internacional, e não admite ver seus clientes no Olímpico. Por isso, o DIS abriu mão de sua parte na transferência (55% do valor), ajudou o São Paulo financeiramente e acabou ampliando sua porcentagem sobre Ganso. O contrato terá duração de cinco anos.

Os capítulos da novela Ganso

No dia 21 de agosto, o clube do Morumbi ofereceu R$ 23 milhões, mas para adquirir os 100% do atleta. Seriam R$ 10,7 milhões ao Santos e o restante para a DIS. A oferta seguinte superou os R$ 28 milhões (R$ 12,6 mi para o Peixe), mas Laor emitiu uma nota, afirmando que só negociaria o jogador pelo valor integral da multa: R$ 53 milhões.

Na última quarta-feira, pela primeira vez, o presidente santista abaixou a guarda e admitiu receber só os 45% que lhe cabiam. Foi então que o Grêmio surgiu com força e sinalizou a Laor que estava disposto a pagar.

Mas Ganso deixou claro aos envolvidos sua preferência desde o início. Tanto que afirmou publicamente que “seria um prazer jogar no São Paulo”, e por diversas vezes pediu a Adalberto Baptista que fechasse a contratação, além de ter recusado todas as ofertas de aumento salarial feitas pelo Santos, o que irritou Luis Alvaro. Ele vê no Tricolor a melhor alternativa para recuperar seu futebol e voltar a ser convocado por Mano Menezes. O meia teve o aval do médico da seleção brasileira, José Luiz Runco, que foi consultado pelo Tricolor e informou que ele não tem nenhum problema crônico. O fisioterapeuta do São Paulo é Luiz Rosan, que trabalha também na Seleção e conhece bem o jogador.

A novela teve diversos personagens coadjuvantes. Primeiro foi Ney Franco, que, animado com a possibilidade de ter o meia, admitiu, ainda no dia 21 de agosto, já ter desenhado um campinho com Ganso em seu time. A frase irritou o colega Muricy Ramalho, que sempre pediu publicamente a permanência do jogador. Ney se viu obrigado a pedir desculpas.

Na última quinta-feira, o diretor de futebol do Grêmio, Paulo Pelaipe, afirmou que havia chegado a um “denominador comum” com todas as partes da negociação e que a contratação de Ganso era uma tendência. A torcida se empolgou, em vão.

A relação entre São Paulo e Santos chegou a ficar estremecida durante a negociação. No dia 30 de agosto, pessoas ligadas ao clube da Baixada espalharam a informação de que o rival havia desistido da contratação de Ganso. Como resposta, o Tricolor enviou uma nova oferta e o jogador se irritou com a suposta mentira dos alvinegros. Em seguida, Laor reclamou aliciamento e ameaçou denunciar o São Paulo na Fifa. Adalberto respondeu com panos quentes. Agora, com a contratação definida, os dirigentes também voltaram às boas.

No São Paulo, Ganso usará a camisa 8, que pertence a Fabrício. O volante teve uma lesão séria no joelho e só voltará a jogar em 2013. Com cinco jogos disputados (o limite são seis), ele poderá ser inscrito no Campeonato Brasileiro até sexta-feira. Na Sul-Americana, Ganso vai entrar no lugar de algum dos 25 relacionados antes da próxima fase.

Veja abaixo a íntegra da nota emitida pelo Santos logo após o desfecho da negociação:

Em respeito a seus conselheiros, associados e torcedores, o Santos FC vem a público anunciar que Paulo Henrique Ganso não é mais atleta do Clube.

Considerando que:

1. O Santos FC fez diversas tentativas para manter o atleta Paulo Henrique Ganso na Vila Belmiro, incluindo proposta de Plano de Carreira e ofertas de aumento em sua remuneração, todas recusadas pelo jogador, conforme documentos em posse da direção do Clube;

2. O atleta, inclusive por meio de seus procuradores, manifestou inequívoco desejo de deixar de vestir a nossa camisa, culminando com sua inadvertida ausência do CT Rei Pelé desde o dia 14 de setembro passado, à revelia da Comissão Técnica, o que levou o Clube a descontar os dias de falta ao trabalho;

3- O São Paulo FC apresentou sucessivas propostas ao Santos FC para aquisição dos direitos federativos do atleta, insistentemente rechaçadas, culminando com oferta de R$ 23.940.000,00 à vista, valor correspondente à participação em direitos econômicos que o Santos teria para uma transação no mercado nacional;

4. O Santos FC está acionando a empresa DIS no Judiciário, com respaldo em parecer de jurista gabaritado, onde é discutido contrato lesivo a direitos do Clube, que envolvem a cessão de 25% dos direitos econômicos de Paulo Henrique Ganso, Wesley, André e outros quatro atletas;

5. A DIS ajuizou processo de execução contra o Santos FC, em que pretende receber R$ 5,1 milhões (conforme atualização feita por seus advogados), por força da negociação do atleta Wesley ao Werder Bremen (Alemanha), especificamente pelos 25% dos direitos econômicos abrangidos no contrato cuja ilegalidade está sendo discutida no Judiciário (item 4 acima);

6. A ação de execução promovida pela DIS foi garantida por imóvel oferecido à penhora pelo Santos FC – CT Meninos da Vila -, para viabilizar a discussão do mérito das ações até um final pronunciamento do mérito pelo Judiciário;

7. A DIS insurgiu-se contra a penhora por meio de recurso de agravo de instrumento dirigido ao Tribunal de Justiça, obtendo decisão favorável que bloqueou parte dos créditos do Santos FC junto a patrocinadores e à Rede Globo de Televisão;

8. A penhora de crédito é extremamente nociva ao fluxo de caixa do Clube, ao contrário da garantia imobiliária que permitiria uma discussão do mérito sem impacto financeiro negativo;

9. Por fim, o Santos FC espera que o Judiciário reconheça a lesividade do contrato, em processo que se tramitará sem traumas ao Clube, vislumbrando, portanto, um desfecho favorável à nossa agremiação;

10. O Santos FC, sobretudo ante ao inequívoco desejo do atleta de não mais vestir nossa camisa, concordou em transferir o Paulo Henrique Ganso ao São Paulo FC pelo valor líquido de R$ 23.940.000,00, mais percentual sobre lucro em venda futura, desde que a DIS aceitasse desistir imediatamente da penhora de nossos créditos;

11. Conforme repercutido na imprensa, o impasse realmente persistiu ao longo dos últimos dias, até que a DIS concordou em substituir a penhora mencionada no item 7 acima;

12. O Santos FC, conforme todos os esclarecimentos acima prestados, informa a seus associados e à sua torcida que a cessão do atleta acabou formalizada após desgastante processo negocial, em que se procurou a obtenção do melhor cenário possível a nosso Clube;

13. A direção do Santos FC esclarece que não pretende e que jamais permitirá qualquer dano a seu patrimônio, registrando que a penhora no CT Meninos da Vila configura mera garantia, necessária a viabilizar a defesa de nossos interesses, de forma a invalidar contrato já considerado lesivo por nosso Conselho Deliberativo;

13. O Santos FC considera virada esta página de sua inigualável e Centenária história, colocando definitivamente um ponto final nesse episódio.

COMITÊ DE GESTÃO 

Acabou a novela: Ganso é do São Paulo!

20 set

Por Milton Neves, BLOG DO MILTON NEVES.

Terminou há pouco na Avenida Paulista a reunião entre o São Paulo, o Santos e a diretoria da DIS.

A reunião aconteceu na sede do Sonda Supermercados, no Conjunto Nacional. Sonda que é conduzido pelo presidente profissional J. Barral.

Paulo Henrique Ganso esteve também nesta reunião que concretizou sua ida para o Morumbi.

O São Paulo pagará à vista os R$23 milhões 924 mil hoje ao Santos.

Já o processo pendente entre a DIS e o Santos em relação à participação nas vendas de André e Wesley seguirá normalmente à parte.

Ou seja, a Justiça, futuramente, decidirá quem tem razão.

Assim, Ganso é do São Paulo por R$23 milhões 924 mil, ficando o time da Vila ainda com o direito de 5% do valor de futura e eventual transferência de Ganso do Morumbi para qualquer time do mundo.

A triste “chantagem” do Santos no caso Ganso.

20 set

Por Paulinho, BLOG DO PAULINHO.

O leitor deste espaço nunca foi enganado pela aparência de bom samaritano e discurso sempre conveniente do presidente santista, Luis Álvaro de Oliveira.Dirigente que tem a habilidade de adaptar o discurso de uma maneira que sempre agrade o interlocutor, embora sem nenhum compromisso com a verdade.

Razão pela qual não nos cause espanto o jogo de “chantagem” executado pelo Santos com a DIS, que, diga-se de passagem, de santa também não tem nada, para se livrar de uma pendência que deveria ser resolvida nos Tribunais, e que nada tem a ver com o jogador Ganso.

Este sim, que está sendo prejudicado não apenas pela falta de palavra de LAOR, mas também pelo interesse do presidente santista de estar sempre de bem com a “galera”.Ganso tem o direito de trabalhar onde bem entender, assim como o Santos de ser ressarcido por seus investimentos.

O São Paulo atendeu a tudo o que foi exigido pela diretoria do Peixe, portanto, criar novos empecilhos para a liberação do jogador contratado demonstra bem o nível daqueles que se fantasiam de cordeiros para a imprensa, mas, nos bastidores, mostram a real face de seus procedimentos.

Grupo de investidores DIS vê negociação entre Ganso e São Paulo como fracassada.

19 set

Publicado Por: Rodrigo Garibaldi

jovempan

Na manhã desta quarta-feira, o Santos já havia deixado claro ter aceito a proposta do São Paulo de comprar os direitos de Paulo Henrique Ganso por R$ 23,8 milhões à vista e mais 5% do lucro de uma possível venda do meia nos próximos dois anos.
No entanto, o cenário se apresenta cada vez mais nebuloso e inclui confusões nos bastidores entre o Santos e o grupo de investidores DIS/Sonda, detentora de 55% dos direitos do meia. De acordo com informações dorepórter JP Wanderley Nogueira, o tom de pessimismo toma conta da cúpula da DIS, que já vê a negociação como fracassada.

O Grupo Sonda já havia acordado com o São Paulo o empréstimo de R$ 7 milhões para que o acerto fosse antecipado. Porém, em meio a isto, a diretoria do Peixe tenta incluir nesta questão o não-pagamento de uma dívida de R$ 8 milhões com a DIS, por conta de uma ação perdida na Justiça. O homem forte do grupo, Delcir Sonda, se recusa a entrar num acordo.

Em paralelo, o Peixe não tem reuniões marcadas com o São Paulo nos próximos dois dias, enquanto a janela de transferências durante a disputa do Brasileirão vai se fechando. De quebra, o próprio Ganso – interessado confessadamente na ida para o Tricolor Paulista – não tem obtido sucesso na tentativa de se comunicar com o presidente santista Luis Alvaro Ribeiro, que está na Europa.

O desejo de Ganso seria o que ele chama de “pagamento de promessa” de Luis Alvaro de liberá-lo caso algum clube atingisse o valor da multa rescisória (R$ 23,8 milhões), já alcançado pelo São Paulo.

Mais um capítulo da novela Ganso.

19 set

Nesta quarta-feira, no início da noite, São Paulo e DIS comunicaram ao Santos, através de seu negociador José Berenguer, que a última proposta do time da Vila não foi aceita.

Sendo assim, a novela continua até que o Santos não condicione a venda de Ganso com sua dívida já consagrada de R$ 9 milhões que são comissões não pagas pelo clube à DIS relativas às vendas de Wesley e André.

Portanto, a DIS não aceita atrelar com o negócio Ganso seu crédito quase garantido pela Justiça.

Assim, por enquanto, nada feito…

Ganso telefona para cobrar palavra de presidente do Santos.

19 set

Irritado com o vaivém nas negociações sobre seu futuro, Ganso decidiu cobrar Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor. Entre ontem e hoje o meia telefonou para o presidente santista a fim de pedir que ele cumpra a promessa de liberá-lo mediante o pagamento de R$ 23.940.000.

Até a publicação deste post, o craque ainda não tinha conseguido falar com o cartola, que viajou no final da tarde de ontem para a Europa e não atendeu ao menos a duas ligações.

 Ganso se queixa de que o presidente falou publicamente que, se a parte equivalente a 45% da multa rescisória fosse paga, ele deixaria o jogador sair da Vila Belmiro. São Paulo e DIS chegaram a esse valor, mas o Santos só vai aceitar o negócio se a empresa topar um acordo para encerrar a briga com o clube na Justiça.

Ganso afirma a amigos que para o Santos vale tudo em busca de seus objetivos. Até quebrar promessa. Fala ainda que o clube parece não se importar que em jogo está o seu futuro.

Laor já conversou com sua equipe após desembarcar na Europa, mas não comentou sobre o meia ter tentado contado. No entendimento do Santos, o clube cumpriu a promessa e aceitou a oferta do São Paulo. Mas precisa seguir a recomendação de seu departamento jurídico.

A bandeira levantada agora é que o clube não pode vender seus 45% se ainda briga na Justiça para recuperar 25% que estão com a DIS.

Porém, Wesley e André foram vendidos pelo Santos e estão no mesmo imbróglio judicial. A diretoria alega que nesses casos não repassou o dinheiro à empresa.

Para aumentar a confusão, a DIS jura que não fará o acordo proposto pelo Santos (aceitar entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões no lugar dos R$ 8 milhões que pede na Justiça). Assim, falar com o presidente parece ser a única saída para Ganso.