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Os reais benefícios da Cobertura e da Arena de 25 mil lugares no Morumbi.

4 out

Por Daniel Perrone, BLOG DO TORCEDOR.

Nação do Maior do Mundo;

Estive presente no evento que marcou a entrega do alvará de aprovação do projeto e execução da reforma no Morumbi, realizado hoje no salão nobre do clube.

No evento estiveram ilustres presenças como o prefeito Gilberto Kassab, o vice-governador Guilherme Afif Domingos, o presidente Juvenal Juvêncio, o ex-governador e presidente do clube Laudo Natel e o goleiro Rogério Ceni, além de personalidades, conselheiros e jornalistas.

Além dos discursos dos principais personagens do evento (O discurso de Juvenal sempre o mais interessante em todos os sentidos), tivemos uma homenagem ao ex-jogador Tricolor Peixinho, autor do primeiro gol no estádio. Os presentes também responderam algumas perguntas da imprensa. Entre as respostas, Juvenal mais uma vez disse que sairá do posto de presidente após este mandato e reiterou que o maior inimigo do futebol brasileiro nos últimos anos foi Ricardo Teixeira. Segundo ele, a atual falta de identidade do torcedor brasileiro da seleção muito se deve ao descompromisso que o ex-mandatário da CBF tinha com o futebol.

“O jogador transpira, e o Ricardo não gosta disso”. – Disse ele.

Porém, o que mais destaco neste dia histórico para a nação tricolor não foi necessariamente a imagem derradeira da cobertura do Morumbi (que me parece diferente das demais divulgadas até então – e muito mais bonita), nem mesmo o encontro emocionado com Juca Chaves, o “Menestrel do Brasil” e ídolo de meu falecido pai. O que mais me impressionou no evento foram os reais benefícios da Cobertura e da Arena de 25 mil lugares que serão implementados no projeto.

O São Paulo, assim como seus concorrentes na cidade, faz cerca de cinquenta jogos em sua casa por ano. Dezenove no Brasileirão, cerca de vinte no Campeonato Paulista e cerca de oito a dez partidas entre Copa do Brasil, Libertadores ou Sulamericana, dependendo de qual campeonato e até onde ele chega na competição. A bilheteria desses cinquenta jogos, mesmo com grande média de público, não paga os custos de estádio nem do Morumbi nem de qualquer outra Arena da cidade. Para obter renda e saúde financeira, o caminho passa pela utilização do estádio para outros fins. É inevitável para qualquer clube que não queira ter prejuízo.

Por isso, a idéia da Arena de 25 mil lugares acaba com esse problema. O espaço será aproveitado praticamente em todos os fins se semana sem prejudicar a logística de jogos pois não sua estrutura não interferirá no gramado. A exploração da XYZ, como falei em um post dias atrás, será a melhor possível. A empresa é uma das gigantes brasileiras de entretenimento. Fora isso, deveremos ter regularmente dois ou três grandes shows por ano. Aí sim, serão eventos que se explora toda a parte do gramado no molde de locação, como é o caso dos megashows da Lady Gaga e da Madonna, previstos para novembro e dezembro.

O fato é que, com a modernização, a cobertura e a nova arena, o São Paulo garante renda suficiente para aumentar ainda mais o seu já bom faturamento no estádio. Somado a renda dos camarotes, administração de cadeiras cativas e a exploração do Concept Hall, o valor final no caixa do clube só tende a crescer.

Por isso o dia de hoje foi histórico e com caráter preservacional. O prazo de conclusão das obras está estimado em 18 meses, ainda a contar da finalização dos processos técnicos, legais e comerciais que permitam o início das obras. O Morumbi, com seus 52 anos bem vividos, tomará a fonte da juventude.

Saudações Tricolores!

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Acaba a novela sobre a cobertura do Morumbi.

28 ago

Boa noticia para o torcida tricolor em primeira mão, o ex-dirigente e vereador Marco Aurelio Cunha acaba de confirmar em seu Twitter, que a COMPRESP votou em sua maioria, hoje, pela aprovação da Cobertura do Estádio do SPFC. Em suas palavras “O torcedor ficará mais protegido, o estádio acolhedor”.

O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp) deu, na tarde desta terça-feira (28), aval para que o São Paulo Futebol Clube dê andamento às obras de cobertura do estádio do Morumbi. De acordo com a Prefeitura, a decisão foi tomada nesta tarde e os detalhes ainda não foram divulgados.

Com a obtenção do aval, o clube precisa agora apresentar o projeto e conseguir que a Prefeitura conceda os alvarás para as obras, segundo a assessoria da administração municipal.

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Moradores do entorno contestam as modificações previstas no espaço e pedem, em ação no Ministério Público, o tombamento do estádio e de áreas no entorno. Além da cobertura, o projeto do São Paulo inclui uma área multiuso para até 25 mil pessoas, hotel e museu. Até por volta das 15h30, a assessoria do Conpresp não havia detalhado se a decisão do órgão também liberava o museu e o hotel.

Procurado pelo G1, o vereador Marco Aurélio Cunha (PSD), conselheiro do clube, confirmou às 16h30 que houve decisão favorável ao pedido do São Paulo e disse que a decisão refere-se apenas à cobertura. Segundo Marco Aurélio, o pedido de tombamento do estádio causou um atraso de 4 meses no início das obras.

O projeto da cobertura prevê o uso de estrutura metálica. Ela será suspensa por cabos para melhorar a acústica nos arredores do estádio, de acordo com o clube. O prazo de conclusão estimado é de 18 meses a partir do início das obras. A parceria foi assinada entre São Paulo e empresas em 20 de dezembro de 2011.

O projeto é de autoria da empresa Projeto Alpha Engenharia de Estruturas e será viabilizado pela construtora Andrade Gutierrez, que vai arcar com os custos da obra, estimados em R$ 150 milhões.

Cunha critica a ação movida pela associação de moradores da região. “Não consigo entender como alguém pode questionar esse tipo de melhoria arquitetônica e dizer que vai influenciar no trânsito”, disse. Os moradores reclamam que com a cobertura o clube vai aumentar o número de shows realizados no local com a alegação de que o ruído será minimizado.

Moradores contestam mudanças
A Associação Sociedade Amigos da Vila Inah (Saviah) entrou com uma ação civil pública em 26 de abril pedindo o tombamento dos bairros City Vila Inah e Jardim Leonor, área que inclui o estádio Cícero Pompeu de Toledo, conhecido como estádio do Morumbi.

Segundo o morador Yves Jadoul, presidente da associação, o objetivo do pedido de tombamento é também uma forma de  reforçar os termos de concessão que permitiram a doação da área do estádio ao clube. Os moradores argumentam que o local só deve ser usado para fins esportivos.

“Queremos que as leis sejem respeitadas na sua integridade para que os imóveis não percam o valor de mercado”, afirmou.

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